sábado, 13 de março de 2021

VICENTE E O DUPLO INFINITO


Há alguns anos, minha filha, então com 3 anos, me fez uma declaração que nunca mais esqueci e que lembrarei para sempre.
Disse ela:  “papai! Gosto de você, muito, muito, muito ...sem parar”.

Durante algum tempo fiquei a meditar sobre como uma criança com poucos anos de vida, pôde ser tão carinhosa e ao mesmo tempo tão assertiva e perfeita na utilização do conceito  matemático de infinito?

O infinito corresponde a algo que pode ser aumentado, continuado ou estendido, tanto quanto se queira. E, surpreendentemente, a pequena Anne, utilizando seu linguajar ainda em formação, conseguiu fazer com que o infinito se tornasse um conceito de fácil compreensão, através do simples “muito, muito, muito..., sem parar”!

Filhos! Sempre nos ensinando.

E por falar em infinito e em filhos, lembro que estes têm a capacidade de, ao nascerem, “contrariar” a matemática, demonstrando que existem diferentes infinitos. Explico: quando se tem o primeiro filho, experimentamos o verdadeiro amor infinito. E quando vem o segundo, não há a repartição deste primeiro amor infinito, mas sim, surge um outro amor infinito.

Mas como? Dois infinitos?

É assim mesmo... não sei por que..., só sei que é assim!

E eu pensava que tais “infinitos” se limitavam à quantidade de filhos. Ledo engano!

Alguém já viu falar em netos? Pois é! eles mesmos! Descobri recentemente, que estas criaturas já vêm com dois infinitos cada. Talvez porque soma-se ao dele próprio, o da mãe/pai.

É muito infinito para um só ser!

E é com esta tergiversação, que cumprimento e desejo o que há de melhor ao Vicente, meu neto, pelo primeiro ano de vida e que, desde o seu nascimento, vem enchendo  de luz nossos caminhos.

Além do cumprimento, quero agradecer  por me permitir experimentar o amor “duplo-infinito”.

Você, Vicente, tem um brilho especial que nos ilumina tanto quanto o sol!

Como é prazeroso acompanhar tua evolução, teu crescimento! Como é gostoso brincar com você, resgatando uma quase esquecida alegria infantil, genuína e sem preconceitos!

A tua energia é irradiante e o teu sorriso tem o poder de apagar qualquer traço de tristeza, mesmo pelo FaceTime!

Dentre os melhores presentes de Deus, você é top!

Parabéns e obrigado!

Saúde e Sorte, Vicente!

(Te amo muito, muito, muito...sem parar!)x2


domingo, 10 de maio de 2020

MÃE! FELICIDADE SEMPRE.

A tendência era de me sentir triste neste primeiro dia das mães, sem a minha mãe.
Mas não vai ser assim!
Triste, acho eu, estaria entristecendo quem dedicou a vida a me ver feliz.
Saudades? Muitas. Mas, tristeza, não! 
Afinal, por que ficar triste, se ela continua cada vez mais presente?
Presente nos ensinamentos e legados que deixou, e, presente também, na força decorrente do inesgotável amor oferecido em vida.
Através de exemplos, nos deu inúmeras lições valiosas para que pudéssemos viver com dignidade, pautados em valores e princípios bem definidos.
Foi prova inequívoca de que é possível se dedicar aos filhos sem precisar desistir das aspirações profissionais, conciliando todas as funções, sem prejudicar o desenvolvimento dos filhos, e alcançando sucesso nas demais atividades.
Não se deixou cair nas armadilhas que levam parte das mães a deixar de impor limites, e a delegar a educação das crianças para terceiros, numa tentativa de compensar eventual sentimento de culpa pelo maior tempo de ausência, decorrentes de obrigações profissionais.
Se tornou mãe exemplar e profissional de sucesso!
Portanto, mesmo sem estar fisicamente entre nós, sinto sua presença e até escuto ela bradando, daquela forma firme e ao mesmo tempo gentil: “ih, não! Deixa de ser bobo. Que tristeza é essa? Vocês são protegidos pelo Divino”.
Então, vamos nos alegrar! Motivos não faltam. Até porque, por uma providência divina, o primeiro  dia das mães, sem minha mãe, é também o primeiro de minha filha Anne, como mãe. E, em dois meses, ela já demonstrou de forma inequívoca, a mesma fibra, tenacidade e o mesmo amor incondicional da avó.


FELIZ DIA DAS MÃES!

Gratidão à minha mãe, Raulice, e à mãe de meus filhos, Mônica. Orgulho de vocês!

segunda-feira, 23 de março de 2020

E OS GRANDES SE CURVARAM

O homem quer tudo para si, mas necessita do outro para viver”. 
Este paradoxo ficou martelando minha cabeça, ansioso por encontrar a melhor forma de ajudar a  convencer o mundo acerca da necessidade de mudanças de atitudes que pudessem incentivar e dar mais valor ao convívio sadio entre as pessoas, contrapondo à desenfreada busca por sucesso e riqueza, a qualquer custo.
De repente a resposta aparece de forma retumbante, na esteira de uma tragédia chamada COVID-19.
A pandemia decorrente da disseminação do coronavirus, escancarou a fragilidade daqueles que se achavam fortes e que, pelo poderio econômico, se achavam protegidos das mazelas do mundo.
De repente, não mais que de repente, grandes e pequenos se curvaram a um inimigo prosaico, invisível, e sem riqueza nenhuma: o Virus!
Além de igualar os desiguais, as ações de isolamento social nos dão uma lição insofismável da necessidade de se conviver bem com as pessoas.
Falo por mim: poucos dias de isolamento voluntário, muitas constatações acerca da importância de coisas que já haviam ‘virado paisagem’. 
Já não fazia idéia de como é bom atravessar a rua e encontrar com meu pai. Conversar fiado, como ele mesmo diz, ou conversar sobre as últimas notícias, com as costumeiras discordâncias.
Que saudade de ti, Mônica, minha esposa amada! Como é bom, juntos, nos preocuparmos e nos orgulharmos de nossos filhos. Como nosso apartamento perde a energia que irradia quando estás aqui. 
Que sensação horrível  de não poder ir visitar os filhos. De não poder abraçar os irmãos, nem poder ver os sobrinhos e nem poder ir à casa dos meus sogros. Sem falar no Vicente, meu netinho recém-nascido.
Poderiam ter cancelado quase todos os eventos sociais, mas nunca o Chá-das-cinco, com os amigos do Aplicação. Nem a cervejinha da sexta feira, com os amigos de sempre.
O que dizer do cancelamento dos jogos do Atlético-GO? Onde vou encontrar com o Luquinha, o caçula dos meus sobrinhos? Como ficar sem passar na casa de meu irmão Paulo, para irmos juntos aos jogos? Como ficar sem ver a galera da campininha?
Quando estamos juntos, até o silêncio fala mais do que zap.
As tragédias sempre deixam lições. Neste triste momento que vive todo o planeta, uma das lições que certamente ficará é a certeza que precisamos um dos outros.

Não concorda? Então continue isolado. Mas combata outro virus: o mental.

sábado, 25 de janeiro de 2020

HISTÓRIA (IN)COMPLETA

 mais ou menos 200 mil anos (nunca vamos saber ao certo, porque todo mundo mexia  naquela folhinha) surgiram algumas figuras bizarras na face da terra.  Inicialmente encontradas no leste do que hoje chamamos África, espalharam-se pela Europa, Ásia e, posteriormente, chegando às Américas.
Logo se viu que esta raça seria diferenciada já que, mesmo não sendo os mais fortes, nem os mais velozes e nem os que mais resistiam às intempéries, conseguiam sobreviver, suplantando enormes dificuldades.
Com o passar do tempo,  desenvolveram o que seria chamado de arte, bem como os chamados artefatos. Assim, enquanto contavam suas agruras e proezas através de estátuas e pinturas, desenvolviam objetos que facilitavam o dia a dia, tornando o seu local de habitação mais confortável.
Muitos não vão acreditar, mas dizem que esse povinho inventou a roda. E as más línguas ainda dizem que não foi para o transporte, mas sim para ajudar na fabricação de objetos de cerâmica.
Desenvolveram a capacidade de aprender, criaram civilizações, e, através de reflexões, estabeleceram as primeiras normas de conduta, as chamadas regras morais. Passaram por momentos de escuridão onde, em nome de Deus, praticaram imensas barbaridades.
Por outro lado, também passaram por momentos de Renascimento e Iluminismo.
No curso dessa história, intermináveis discussões foram travadas em decorrência das disputas ideológicas e políticas.
Capital, trabalho, tecnologia, individualismo, desemprego, crimes, loucuras, desgraças, agressões ao meio ambiente... Pronto! Chegamos nos dias de hoje.
Na verdade, somos o resultado dessa história. Parafraseando Martin Luther King Júnior, "não fazemos a história; somos feitos pela história".
Mas, por que não subverter esta ordem? Afinal,  por que nos posicionarmos como vítimas passivas, se podemos fazer a história?
Uma história mais justa e mais feliz. A nossa história!
De forma simples, sem ser simplista, entendo que, para tanto, basta o homem...
Quem se habilita a completar?

sábado, 28 de dezembro de 2019

GRATIDÃO, GRATIDÃO, GRATIDÃO...

Como retribuir um amor incondicional?
Como tornar o agradecimento tão significativo quanto o que estamos a agradecer?
Afinal, ela me deu a vida e iluminou o caminho que eu deveria seguir. Me deu amor, carinho, atenção, me ensinou a diferença entre a essência e o supérfluo, 
Me ensinou também que a busca da felicidade tem como pressuposto elementar a valorização do exemplo. 
Me deu aconchego, cuidado, educação, ensinamentos, irmãos e até dinheiro.
Me deu, enfim, tudo para que eu pudesse viver com dignidade, equilíbrio emocional e sabedoria.
Se cometi erros (e foram muitos), a culpa foi exclusivamente minha, por não seguir seus conselhos.
Professora Raulice Gomes Bahia Silva, minha mãe! Teus exemplos na vida profissional e no âmbito familiar, aliados ao amor que nos brindou, formaram a base sólida que sustenta minha vida e, mais que isto, sempre me encheram de orgulho. Orgulho sentido durante toda a minha vida quando, lá pelas bandas de Anicuns e Goiás Velho, alguém afirmava: "ele é filho de Raulice".
E hoje acordei com uma vontade imensa de gritar para o mundo: EU SOU FILHO DE RAULICE!
Vai com Deus, mãe! E até breve.
Gratidão infinita!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

O NATAL E O LADO SOMBRIO DA HUMANIDADE

Solidariedade ou brutalidade?
O que predomina no ser humano?
Apesar de todo o desenvolvimento tecnológico verificado no curso da história humana, ainda nos assombramos com a sanha destrutiva que caracteriza o lado sombrio do ser racional.
A realidade teima em querer nos fazer acostumar com a brutalidade. Violência, exploração, guerras, destruição da natureza, discriminações, dentre outras bestialidades, continuam acontecendo, em alguns casos, com estranha naturalidade.
Em nome de Deus, guerras são travadas. Em nome da crença e da cultura, violências e discriminações são perpetradas. Em nome do desenvolvimento cresce assustadoramente a destruição do meio ambiente. Em nome do interesse de uma minoria, explora-se o trabalho da grande maioria.
É evidente que existem inúmeros exemplos de solidariedade, mas que, a meu ver, praticada sem a mesma intensidade, em comparação à brutalidade. A título de exemplo, cito o caso dos avisos de que a porta do carro não está totalmente fechada. Vários motoristas seguem este carro, até conseguir passar ao motorista  tal informação. Louvável! Mas quantos acidentes graves aconteceram devido à isto? Eu não conheço nenhum caso. 
Por outro lado, quantos motoristas param para socorrer vítimas de acidente de trânsito em estado grave? Me parece ser em menor número. A impressão que se tem é que a intensidade da solidariedade é inversamente proporcional às dificuldades e gravidade encontradas.
Minha filha vê este meu pensamento como uma visão pessimista acerca do ser humano. Talvez sim, mas , na minha ótica, é uma visão mais realista.
Não obstante, acredito piamente que a prática do bem está diretamente relacionada ao amor. Este sentimento sublime tem a capacidade de eliminar outros sentimentos ou práticas negativas, propiciando o alcance de uma das nossas mais importantes aspirações: a boa convivência.
Então, um natal de muito amor para todos!
Saúde e sorte!

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

RADICALISMO POLÍTICO: UM DESSERVIÇO À NAÇÃO

  
O que explica a predominância humana na Terra, em relação aos outros animais? Não somos os mais resistentes, nem os mais fortes e muito menos os mais velozes. Com outras inúmeras fraquezas, ainda assim, dominamos o planeta. Por quê?
Simplesmente porque somos os únicos a conseguir modificar o estado da natureza. Isto significa dizer que, além de seres biológicos produzidos pela natureza, somos seres culturais, no sentido em que podemos aprender, produzir e transmitir novos conhecimentos. Tal fato torna nosso comportamento completamente distinto dos outros animais, permitindo ajustar a natureza às nossas necessidades.
Claro que tal comportamento, não raro, traz prejuízos, que podem ser mitigados pela discussão, pelo diálogo e pelo bom senso.
Todavia, o que estamos vendo nos dias de hoje é que, a despeito do velocíssimo desenvolvimento tecnológico, as atitudes do ser humano dão a impressão de estarem involuindo. O egoismo, o individualismo, os conflitos interpessoais, dentre outros, não apresentaram uma evolução compatível com o desenvolvimento técnico.
Agora mesmo, estamos vivenciando no Brasil uma situação preocupante de radicalismo político que, de forma contrária aos princípios democráticos, provoca cada vez mais o afastamento entre pessoas que têm visões políticas diferentes. E, pior, dificultando e até mesmo impedindo discussões e diálogos que poderiam aperfeiçoar e direcionar nosso desenvolvimento e crescimento socio/econômico.
Alcançamos uma situação em que quase ninguém tem predisposição para aceitar as diferentes visões políticas. Virou uma espécie de guerra ideológica onde os níveis de intolerância estão impactando até nas relações familiares e de amizades.
E cada lado, com suas verdades absolutas, inundando as redes sociais de baboseiras, contribuem de forma similar para um verdadeiro desserviço à nação, na medida em que impedem uma valoração isenta dos atos políticos, levando-a para um caminho de retrocesso e contrário aos princípios racionais, que contribuíram sobremaneira para desenvolvimento social desde a nossa origem.
A história nos mostra que as grandes realizações da humanidade, em seu proveito, se deram nos períodos de liberdade, onde, ao invés do radicalismo, predominam o diálogo e o bom senso.

sábado, 21 de setembro de 2019

LIVRANDO-SE DE SI MESMO

O caráter cíclico da vida, tem se apresentado com muita força, ultimamente. Com todo o conhecimento disponibilizado e o enorme desenvolvimento tecnológico, continuamos encalacrados na resposta de uma de nossas questões fundamentais: quem sou eu?
E assim, num mundo em que as pessoas deveriam ser felizes, o que se vê é um aumento inadmissível do número de pessoas acometidas de depressão e ansiedade.
As exigências do mundo moderno, aliadas às atitudes nem sempre adequadas, têm levado, cada vez mais, as pessoas ao desespero, não raro gerando aversão ao seu cotidiano.
A ambição desmedida, a meu ver, tem provocado uma enorme ansiedade, tomando o precioso e imprescindível tempo para conviver, diminuindo as chances de alcançarmos a paz e a harmonia de vida.
A impressão que se tem é que as coisas boas ficaram no passado. Mas esta sensação ocorre porque o passado é o único período de nossas vidas que não traz ansiedade.
Se torna imperioso resgatarmos o nosso verdadeiro eu, de modo a possibilitar a nossa busca de crescimento, porém conscientes de nossas limitações. Não podemos permitir que a não consecução de alguns de nossos objetivos, seja motivo para desespero, pois nem sempre o "fracasso" é negativo, a não ser que assim o determinemos.
Às vezes, por outro lado, o "sucesso" pode até ser o estopim de uma situação que está se tornando cada vez mais comum, nos dias de hoje: a tentativa de livrar-se de si mesmo.
Hay que tener equilíbrio!

domingo, 30 de junho de 2019

ENTENDENDO A ENTENDER


Desde o início da vida humana, os homens buscam uma maior compreensão de si e do mundo. Para tanto utilizam aquilo que tem de diferencial em relação aos outros seres: a capacidade de entender as coisas, exercitando a sua habilidade para ampliar conhecimentos.

A grande questão, por demais discutida, é: Será que somos capazes de conhecer a verdade absoluta?
Não sei se um dia chegaremos lá, mas a resposta certamente passa pela nossa capacidade de ampliar as possibilidades do conhecimento humano, buscando  fontes adequadas, transformando os dados obtidos em informações, de modo a fundamentar o conhecimento obtido segundo regras da verdade.
Neste sentido, é imprescindível estabelecermos uma postura mais crítica.
Todavia,  o que vemos hoje é uma enorme e preocupante involução no que diz respeito ao processo de conhecimento.  Apesar de vivermos uma verdadeira revolução tecnológica, que amplia quase que infinitamente o acesso à informação, a impressão que se tem é a de que voltamos no tempo, redescobrindo e aplicando a doutrina dogmática que defendia nossa capacidade de atingir a verdade, sem levar em consideração as diferentes percepções  que cada um de nós desenvolvemos através de nossos sentidos e de nossa inteligência.
É impressionante como os
integrantes de grupos de redes sociais replicam, sem nenhum constrangimento,  inverdades, fake news e outras bobagens, sem nenhuma avaliação crítica, motivados apenas pela aderência às opiniões de cada um. E, opinião, não é argumento. 
O poder da mídia populesca na formação destas opiniões, tambem se torna uma enorme preocupação, pois deixa transparecer que a maioria dos indivíduos está suscetível a uma massificação perniciosa.
A solução, sem dúvida nenhuma,  passa pela educação. Mas poderia muito bem ter início com a conscientização de quem já tem o nível educacional aceitável. É preciso deixar de tratar os problemas sócio/político/econômicos como se trata um fla-flu, com defesas intransigentes de fatos, muitas vezes injustificáveis, mas que reforçam os argumentos de nossos embates acríticos.
Que tal darmos uma moralzinha ao filósofo francês René Descartes, que, já no século 17, nos ensinava: "o que sou eu? uma substância que pensa? O que é uma substância que pensa? é uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina e que sente."
Mais responsabilidade na transmissão de informações!

sábado, 11 de maio de 2019

A DOR QUE FORTALECE


O que significa existir? Apesar de ainda convivermos com inúmeras dúvidas de caráter existencial, uma coisa considero inquestionável e inevitável: as dores! E elas fazem parte de nossa existência, inclusive aquelas chamadas dores da alma. E dá-lhe sofrência!
Por isto, temos uma tendência de buscar apenas experiências que nos façam ficar confortáveis e seguros.
Todavia, as dores e o sofrimento são inerentes aos seres humanos, e são fatores importantes para o nosso crescimento e desenvolvimento.
O antigo dramaturgo grego Ésquilo, há mais de 2.500 anos, já dizia: “a sabedoria amadurece por meio do sofrimento”.
Não obstante, isto não significa que tenhamos que viver tristes e sofrendo. Para minorar tais sentimentos e aliviar as nossas dores, é fundamental ampliarmos nossa maneira de pensar, pois, o que normalmente nos leva ao caminho da sofrência, não são os fatos em si, mas a nossa percepção sobre eles. Estamos sempre julgando experiências, avaliando-as como boas e ruins, com base em nosso nível de conforto.
Sei muito bem de quão inglória é a luta contra nossa própria mente. Mas é preciso lutar.
Não tenho a mínima qualificação para dar sugestões sobre como agir, nesta situação, até porque existe uma enorme quantidade de médicos e de medicamentos, próprios e muito mais preparados para esta finalidade. Porém, numa mistura de palpite com observação empírica, me atrevo a dizer que gosto dos ensinamentos de Sartre, mormente quanto ao posicionamento que diz não ter a vida uma finalidade única para todos, cabendo a cada um encontrar a sua.
Dentro deste contexto, entendo como um excelente costume para ajudar a evitar ou sair de uma depressão, a prática de se buscar um sentido para os nossos sofrimentos. Nas palavras de Viktor Frankl, “o sofrimento deixa de ser sofrimento quando ganha sentido”.
Mas tal sentido precisa ser identificado, de preferência na vida e no amor. Um exemplo claro: Quando concluímos que nosso sofrimento não é em vão, e que ajuda a diminuir o sofrimento de uma pessoa amada, certamente o nosso se apresentará mais suportável.
E a busca deste sentido que nos alivia, tem como fonte inesgotável, nossa própria vida.
Ah, ia me esquecendo: Gratidão, sempre!


domingo, 7 de abril de 2019

SINCERIDADE E VERDADE


Não sei a autoria mas, há algum tempo li uma pequena estória, que reproduzo:
“Pediram para três cegos descreverem um elefante, até então desconhecido por eles. Após tocarem no animal, o primeiro deles disse ser parecido com uma mangueira, O segundo afirmou ser como um cabo de vassoura e o último o descreveu como similar a um grande tronco.”
O início deste texto, com esta metáfora, é só para reforçar que, apesar de todo o conhecimento que possamos adquirir, nunca conseguiremos expressar totalmente a realidade, na medida em que nossa compreensão está limitada por uma perspectiva pessoal.
É aquele velho ditado: “A verdade sempre tem três faces. A minha, a sua, e a verdade mesmo.”
Mas por quê, então, existem tantos donos da verdade? Simplesmente porque a insegurança de alguns quanto às suas verdades, acaba por gerar arrogância, prepotência e, o pior, a intolerância.
Estamos vivendo num mundo em que o “estar certo” tem mais importância que o “sentir bem”. Isto acaba por nos distanciar da essência das questões mais importantes da vida.
Descobrir as nossas verdades mais importantes passa por uma maior valorização do que sentimos, e menos preocupação em relação ao que pensamos sobre as coisas.
De que adianta uma enorme quantidade de informações, se não conseguirmos relacionamentos a contento? Não tenho dúvidas que a convivência sadia com “outras verdades” é a base para o nosso crescimento, e, consequentemente, para a prática das virtudes.
Menos que agir com conhecimento, precisamos agir com sabedoria. Podemos estar convictos de nossas verdades, mas é a sabedoria que nos fará considerar os resultados de nossos atos, que muitas vezes são devastadores.
Nossos julgamentos são filtrados por nossas perspectivas individuais, e podem não corresponder à realidade. Portanto, precisamos ser convictos de nossas verdades, porém, flexíveis o bastante para mudarmos quando necessário.
Sinceridade nem sempre é a verdade.

sábado, 16 de março de 2019

A INADIÁVEL RETOMADA DA BUSCA PELA ARETÉR

Que início de ano trágico para o Brasil!
Quando se esperava que a “tragédia” decorrente da corrupção cedesse espaço para uma nova era de crescimento econômico e desenvolvimento social, somos assolados por enchentes, deslizamentos, rompimento de barragem, incêndios, assassinatos em escola, sem falar em outras tragédias menos divulgadas, que causaram a morte de centenas de pessoas e o desespero de amigos e familiares das vítimas.
O que está acontecendo? É um castigo divino? É consequência da irresponsabilidade de políticos, governantes e empresários? Ou será mera coincidência?
Ora, direis, não existem coincidências!
Mas existem utopias a serem perseguidas!
Eu poderia, neste momento, buscar o caminho mais fácil para trilhar, qual seja, criticar as pessoas que deveriam ter tomado as providências necessárias para evitar tais tragédias.
É claro que os responsáveis diretos pelas ações ou omissões que provocaram as tragédias, têm suas culpas específicas.
Mas, será que são os únicos culpados?
Não acho!
Enxergo, com uma sensação cada vez maior de impotência, que a vida em sociedade tem se degradado sobremaneira, fato que pode nos transformar, de certa forma, em cúmplices das mazelas.
Nas conversas rotineiras, percebe-se claramente que as pessoas se posicionam como exemplos pessoais de virtudes, colocando na conta dos outros os erros.
Como dizia Nietzsche: “o homem é antes de tudo um animal que julga”. E o faz com uma convicção que elimina qualquer margem de erro. Mas, assombrai! Ele erra.
Será que o excesso de competitividade, o excesso de individualismo e a constante redução da importância da ética, praticadas rotineiramente, não têm contribuído para a criação de “monstros”?
O que dizer da enorme desigualdade social, onde cinco por cento da população é detentora de noventa e cinco por cento da riqueza do país?
É difícil admitir, mas nós também podemos ter culpa em tudo que está acontecendo, na medida em que convivemos pacificamente com todas as mazelas que sabemos prejudiciais, até incentivando-as em alguns casos.
Se tivéssemos a humildade de praticar só as virtudes, certamente as tragédias seriam reduzidas ou até mesmo eliminadas.
Na lição do Filósofo Aristóteles, a virtude, derivada da palavra grega Aretér, designa toda a excelência própria de uma coisa e nos direciona a agir em prol do mais alto bem, distinguindo as ações virtuosas dos vícios. Aristóteles afirmava ainda que a virtude está na média das extremidades perniciosas, uma por excesso e a outra por falta.
Para facilitar tal entendimento, nada melhor que um exemplo: a falta de coragem, conhecida como covardia, não é uma virtude. Da mesma forma o excesso de coragem, que se transforma em temeridade, também não o é.
Segundo o Filósofo, o fundamental é direcionar a virtude para uma média que alcance a prática do bem. E isto sempre pode melhorar, principalmente se priorizarmos menos a defesa das ideias e mais a sua prática.
Enquanto não deixarmos de julgar apenas os outros, e, de outro lado, continuarmos a reverenciar pessoas de sucesso alcançado por práticas perniciosas e egoístas, fechando nossos olhos para as injustiças que ocorrem à nossa volta, continuaremos a viver assombrados com as tragédias, com a violência, com a ansiedade e com a depressão, esperando que algum super-herói salve a nossa paz.
Por onde começar a nossa mudança? Cada pessoa sabe o que melhor funciona para ela. Todavia, existe um passo a passo bastante interessante no Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, contido na questão 919. Vale a pena conhecer.
Êta! Eu e minha propensão a acreditar em utopias! Sorry!







domingo, 27 de janeiro de 2019

UM INFINITO MAIOR QUE OUTRO


Desde que me enfronhei nas ciências exatas, não raro me deparava com uma brincadeira que dizia: se entre zero e um existe uma quantidade infinita de números, então entre zero e dois existe um infinito maior. Apesar da falácia incutida em tal afirmação, sempre soava engraçada, em especial para os novos matemáticos ou engenheiros.
Acho que foi por isto que Chuck Norris já contou de um ao infinito, por diversas vezes.
Mas não é privilégio dos números propiciar a chance de podermos alcançar o infinito. O sentimento também pode ter este poder.
E há 33 anos, uma benção divina me brindou com um acontecimento que transformou minha vida para sempre, tornando-a plena e possibilitando que eu tivesse a grandiosa dádiva de experimentar o infinito.
No dia 27 de janeiro de 1986, nasceu Diogo, meu primeiro filho. Desde o anúncio da gestação, já havia brotado em mim um amor diferente e sublime, que enchia todo o meu coração. Com o nascimento, este amor transbordou para todo o corpo, alcançando quase que de imediato minha alma. Amor infinito!
O que isto significa? Difícil explicar. Mas sentimento não se explica, simplesmente se sente.
Então veio a minha filha Anne! Na expectativa de dividir o amor com os dois filhos, me surpreendi com a constatação que o amor infinito não se divide. Ele se soma ao outro.
Um infinito maior que o outro!
Envolvido na teia dos sentimentos que conduziu minha vida, continuo singrando em águas revoltas pelas emoções, nunca esquecendo que a gratidão é a mãe de todas as virtudes.
E, passadas mais de três décadas do meu renascimento pleno, juntou-se ao amor infinito, o imensurável orgulho daquele garotinho que, ouvindo o barulho de chaves, deixava tudo que estivesse fazendo e vinha gritando: “Ogo vai…!! Orgulho daquele garotinho que, sem que ninguém determinasse, assumia a responsabilidade pela irmã mais nova. Orgulho daquele garotinho disciplinado, que sempre afirmava que um dia iria conquistar o seu lugar nas maiores cidades do Brasil e posteriormente, do mundo. Orgulho daquele garotinho que cresceu e, com muita garra, persistência, determinação e competência, conquistou tudo o que sonhara, e hoje é um executivo de uma das empresas de maior sucesso no mundo, morando atualmente em Londres.
Parabéns, Diogo!
Saúde e sorte!
Felicidade sempre!
Amor infinito!

domingo, 13 de janeiro de 2019

LIBERDADE SEM MUROS

Diariamente somos bombardeados com informações que, pelo absurdo que representam, mais parecem mentiras. Mas não são! Ou são? Sei lá...Tem hora que eu acho que eu penso que, não sei não!
Como acreditar que um dos países mais desenvolvidos do mundo, que exorta como lema a liberdade e se coloca na defesa intransigente da democracia, está, neste momento, discutindo a construção de um muro na fronteira com um país mais pobre, na intenção de garantir a continuidade da desigualdade exploradora?
Ah! Isto só pode ser mais uma atração de hollywood: "Muro de Berlim II - O Retorno". Afinal, a América sempre respeitou os princípios básicos dos Direitos Humanos. Ou será que não?
Então volto a olhar para o meu mundinho tupiniquim. E, o que vejo?
Muros!
De todos os tipos: muros separando os condomínios de luxo daqueles que não tiveram a "competência" de conseguir morar ali, muros representados por brutamontes na qualidade de seguranças, muros representados por veículos blindados, dentre outros.
É! não somos tão diferentes assim.
Aí começo a tergiversar. Existe uma contradição entre duas das principais aspirações do ser humano: liberdade e segurança. Desejo de 11 entre 10 pessoas, a liberdade é uma das mais importantes aspirações de nosotros. Qualquer outro valor perde esta natureza, se não formos livres para usufruí-lo. Porém, o exercício da liberdade pressupõe segurança. Só que, paradoxalmente, quanto maior o nosso grau de segurança, menor parece ser o nosso grau de liberdade. O que se vê na vida moderna é uma desigualdade social tão grande que, gerando níveis elevados de criminalidade, acaba por exigir inúmeras ações visando "nossa segurança", dentre elas, a construção dos muros.
Daí para a intolerância, é só mais um passo. Tá ligado?
E, como consequência, olha a fraternidade escoando pelo ralo...!
Terreno fertilizado para o plantio e a colheita de preconceitos e discriminações,  dificultada fica a convivência pacífica com a diversidade e açoda-se o sofrimento de minorias.
Mas, como diz minha "filósofa contemporânea" preferida, Anne Bahia, "estamos vivendo em bolhas". Seria como se cada qual ocupasse a sua bolhinha e vivesse o seu mundinho? Me  parece até, que a maioria entende  ser mais seguro permanecermos dentro de nossas bolhas, para não nos expormos a riscos.
Mas, para compensar, temos o "bolhão" das redes sociais, aproximando-nos, sem exigir mudanças pessoais reais, já que nos relacionamentos virtuais você pode ser qualquer coisa, sem ser realmente.
Em síntese: sozinhos, porém em segurança.
Todavia, a vida pode e deve ser muito mais que isto, e grita por atitudes positivas e sadias de convivência e, por que não, por crescimento das pessoas, sem nos deixar levar pela tentação de nos escondermos de nossas próprias limitações.
Continuemos gritando pela derrubada dos muros alheios. Mas a nossa liberdade somente poderá ser plena se derrubarmos também nossos murinhos.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

SÍNDROME DE GABRIELA, CARPE DIEM E FELICIDADE



Uma das certezas que temos na vida é que mudanças ocorrerão. Mas é preciso entender que tais mudanças sempre propiciarão oportunidades para nossa evolução, permitindo o nosso crescimento pessoal e profissional, bem como melhorando os nossos relacionamentos.
A abertura para o novo, com o aperfeiçoamento de nossos conceitos, crenças e comportamentos, deveria ser algo natural para todos. Só que não.
Ainda é forte e marcante a constatação da Síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim...”. Boa parte das pessoas continua com dificuldades para enxergar que, aquilo que lhe parece autoestima e personalidade, pode significar a falta de autocrítica e autoconhecimento, fatores estes que prejudicam os relacionamentos e traz uma sobrecarga enorme e desnecessária para os ombros daqueles que assim comportam.
Não que a autoestima e a personalidade não sejam importantes, mas sim que a vida em sociedade exige o difícil conhecimento sobre a hora de ceder e a hora de se impor, garantindo assim o equilíbrio e a harmonia no relacionamento com as pessoas, sem perder a individualidade característica de nossa essência.
E todos podem mudar! Isto pode ser claramente comprovado, após situações traumáticas, como quando alguém tem a consciência de que sua vida será abreviada devido alguma doença grave e incurável. Este tipo de trauma normalmente gera reflexões induzindo as pessoas a reavaliar e mudar comportamentos, adotando outro estilo de vida, na maioria das vezes tendendo ao chamado “Carpe Diem”, ou seja, “Viva o Momento”.
Para as pessoas nesta situação, o que parecia ser fundamental para se viver feliz, tais como, dinheiro, mansões, joias, viagens, etc, passam a não significar nada para o futuro, motivo pelo qual, via de regra, mudam sua forma de viver e passam a defender que o melhor é aproveitar o agora.
Todavia, mesmo parecendo ser o ideal, para quem tem recursos para “viver o hoje”, entendo que tal estilo de vida não pode ser panaceia para o bem viver. A grande maioria de nós precisa sim de se preocupar com o futuro, para ter recursos que garantam um final de vida digno. Mesmo quem está desenganado, pode ter algum incapaz ou dependente sob sua responsabilidade, não devendo portanto gastar tempo e dinheiro aleatoriamente, sob o pretexto de viver o agora, pois deixará desassistido alguém que lhe é caro.
Como na maioria das situações em nossa vida, precisamos achar o ponto ótimo para as necessárias mudanças de atitude, balanceando bem o aprendizado do passado, a sabedoria para viver bem o presente, sem esquecer as necessidades futuras.
Ao atingirmos este nível, teremos encontrado a nossa melhor versão, e um caminho menos tortuoso para alcançar a felicidade. Pelo menos
 naquele momento.





sexta-feira, 26 de outubro de 2018

DO TRAÇO SE FEZ LUZ


Qual a probabilidade de alguém, no Brasil, fazer uma faculdade de ponta e se tornar executivo na maior metrópole do país? Infelizmente é muito baixa. Em algumas situações, quase zero, o que na linguagem popular dos gráficos se traduz por “traço".
Qual a probabilidade de alguém, que nasceu em Goiânia, no final da década de oitenta, conhecer e vir a se casar com uma pessoa que nasceu em Guaíba-RS, também no final da década de 80?
Traço!
E qual a chance disto tudo acontecer, com direito a noivado em Veneza e lua de mel nas Maldivas?
Traço!
Mas o imponderável suplantou o improvável e, do traço, se fez luz. Do que parecia impossível, se fez a União de duas Almas!
Anne! Uma princesa de aparente fragilidade e delicadeza, que se transformou numa majestade de força, competência e talento. E que nos ensinou um outro significado para a expressão “não consigo", que passou a representar “será muito  difícil, mas conseguirei!".
Adriano! Exemplo de garra e destemor, dirigidos pelo coração e pautados pelo respeito, pela ética e principalmente pela simplicidade de conduta.
Vocês já venceram e suplantaram grandes desafios, inclusive em relação à matemática probabilística. Agora, chegou o desafio maior que é o de serem felizes juntos.
Que vocês consigam sempre renovar o prazer de ficarem juntos, tendo o casamento como base para a busca e a sustentação da felicidade, nosso bem supremo.
E contem sempre com seus pais, que mais do que admiração, sentem orgulho e gratidão por tudo que vocês representam para as nossas vidas.

Porto Alegre, 27de outubro de 2018

Raul e Monica / Moacir e Sônia

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

DOZE ANOS E DUZENTOS E DEZESSEIS MESES

Mais um 12 de outubro, mais um ano deste exemplo de pessoa e de vida que tu és, Anne.
Mas hoje não vou falar de ti. Quero falar de teus amigos.
Emocionante estes dias que estou passando contigo aqui em São Paulo. Por vários motivos, dentre eles, a oportunidade de conviver com algumas das pessoas que integram teu círculo de amizade.
Cara, eles são muito loucos!
Mas não de uma loucura excludente, e sim de uma loucura inclusiva. Não de uma loucura prejudicial, mas sim de uma loucura que acrescenta e gera valor. Não de uma loucura que gera receios, mas sim de uma loucura que atrai e faz com que tenhamos a vontade de ser um deles.
De maneira magistral, conseguem transformar a diversidade numa universalidade, criando um ambiente agradável e bem-humorado, sem prejuízo, até, da seriedade.
Só para se ter uma ideia, ninguém deu a mínima para o fato de meu tênis estar sem cadarço!!!
Não é incrível?
A forma como me receberam mostra claramente a admiração que sentem por ti, fato que, além de me emocionar, me deixa a certeza que tu podes contar com eles, se necessitar.
Parabéns, lindinha!
Pelo aniversário e pelos amigos.
Feliz com tua felicidade!
Te amo!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

UMA AMIZADE REAL


Anne,

Que bom falar contigo novamente! Quanta saudade!

Mas saudade boa, que nos remete ao tempo de criança e à constatação de quão importante foi a nossa amizade e quanto ela contribuiu para o nosso crescimento.

Lembro como se fosse hoje, de seu pai dizendo: “nós não estamos nesta vida apenas para viver, mas, principalmente para conviver”. Não entendia o que ele estava dizendo, mas achava engraçado o tom empostado de voz que ele usava.
Mas hoje, entendo perfeitamente!
As intersecções através das quais Deus nos liga a outras pessoas e outras almas são os principais elementos que moldam a base de nossa felicidade. E nós tivemos a grande benção de termos nossas almas interligadas.

A notícia de teu casamento me alegrou de tal maneira que não pude deixar de te falar.

Falar e desejar que Deus ilumine sempre você e o Adriano, para que nunca se perca na mente de vocês a consciência da essência do casamento.

A essência do casamento passa pelo companheirismo, pelo apoio, atenção e, principalmente, pela capacidade de resgatar continuamente o prazer da convivência entre vocês. Este é o melhor combustível para alcançar os seus objetivos e, por conseguinte, a tão sonhada felicidade.

Afinal, para enfrentar as adversidades que teimam em aparecer em nossas vidas, nada melhor do que um companheiro para toda a vida!

Felicidade sempre!

Beijos!

Beca



P.S. - A propósito: quando teu pai estiver indo para o Aeroporto, diga a ele para dar aquela paradinha básica, na altura da Av. Independência com a Rua 68, que eu pegarei carona e irei junto.

Afinal, nunca iria perder o casamento de minha melhor amiga!

domingo, 16 de setembro de 2018

A ESSÊNCIA DA VIDA


O que dificulta ou mesmo impede as pessoas de serem felizes?
Se eu soubesse, certamente já estaria milionário e famoso.
Todavia, uma coisa entendo como certa: é cada vez maior o numero de pessoas que vincula a felicidade ao alcance de metas inúteis.
Observando com atenção, facilmente constatamos os enormes esforços despendidos no sentido de buscar atender necessidades não prioritárias ou inúteis.
Trocar de carro de dois em dois anos se tornou mais importante que ter para onde ir. A compra de uma casa maior e mais sofisticada parece ter mais valor do que receber os amigos em seu lar.  Viagens para o exterior tornou-se uma espécie de competição entre amigos e parentes. Quantos países você conhece?
A ostentação reina, sob a pressão do consumismo e sob o pretexto de nos sentirmos realizados. Por outro lado, aumenta assustadoramente o número de pessoas isoladas, deprimidas, que pulam de um relacionamento para outro.
Como explicar a infelicidade de pessoas que aparentemente tem tudo?
É evidente que precisamos buscar mais conforto e mais oportunidades de conhecimento. Mas, antes disto, precisamos conhecer a nós mesmos e deixar de basear nossa autoestima na imagem que os outros constroem de nós.
Quando entendermos que nossa felicidade não depende de aprovação alheia, ficará mais fácil identificar os presentes diários que recebemos, continuamente.
A essência da vida passa pela capacidade de nos emocionarmos positivamente com o que os nossos sentidos nos brindam.
Que maravilha poder ver o espetáculo da natureza! Que sublime poder escutar os acordes de uma música! Quanta emoção ao poder tocar e sentir a pele e o cheiro da pessoa amada!
 
A essência da vida é a gratidão, pois somente exercitando-a é que poderemos apreciar as coisas mais belas que o viver nos proporciona, e  que nos dão força para superarmos os obstáculos.
Abraços à grande amiga Neuzinha Beltrão que não se cansa de nos ensinar isto.
GRATIDÃO SEMPRE!