sábado, 22 de outubro de 2011

ANO 29 DC

Vocês acreditam em vida após a morte? E após o casamento?
Hoje, 22 de Outubro, saindo de Foz do Iguaçu com destino a Gramado, e inspirado pela maravilhosa visão das cataratas, resolvi homenagear esta data, respondendo a piadinha infame.
Mas afinal, qual o segredo do casamento duradouro, que mantém o casal sempre feliz e em harmonia? Na realidade, apenas precisamos compreender que isto nem sempre é possível. Mesmo existindo o amor, não existe casal que não brigue, que não se decepcione ou que não entre em discordância.
Então, por que ainda existem casamentos que se mantêm? Por um simples motivo: independentemente das divergências, quando se ama existe sempre a motivação para superar dificuldades, compartilhar esperanças, crescer e, acima de tudo, compreender e respeitar as necessidades de cada um. Se esta motivação for compartilhada, teremos a forca necessária para nos reinventarmos, reforçando os vínculos com a pessoa amada.
Não existe felicidade se não temos com quem compartilhá-la. E nada melhor do que fazer isto com quem se ama.
O que fazer se a relação esta desgastada? Simples: busque um novo casamento! Novo, porém com a mesma pessoa. O resultado será surpreendente. Na maioria das vezes, simples mudanças de atitudes renovam e fortalecem os vínculos afetivos.Busque fazer tudo que você faria se tivesse que conquistar outra pessoa, e verá...!
E hoje, completando 29 anos Depois do Casamento (Ano 29 DC), vou responder a pergunta da piadinha do inicio deste post, com um agradecimento à pessoa que durante este período tem sido cúmplice, motivo, sustentáculo, e razão de meus principais objetivos de vida:
Obrigado Mônica, não somente por um casamento feliz, mas por uma vida de felicidade!
Te amo!

domingo, 16 de outubro de 2011

A RACIONALIDADE QUE ACREDITAMOS TER

Uma das primeiras coisas que aprendemos na escola é que o Homem se diferencia dos outros animais por ser racional, ou seja, por ter a faculdade de raciocinar, de compreender, de estabelecer relações lógicas, avaliar, julgar e, portanto, poder agir pelo bom senso.
Mas será mesmo que somos sempre racionais? O nosso comportamento, em nossa rotina diária, confirma esta definição? O que aconteceu e acontece no mundo é fruto da racionalidade humana?
Se analisarmos nossos próprios comportamentos veremos que em muitas ocasiões, mesmo sabendo qual a decisão “mais correta”, escolhemos outra. Quem já não quebrou uma dieta? Quem já não gastou mais do que devia? Quem já não dirigiu depois de beber (só um pouquinho...)?
O fato é que na maioria das vezes definimos nossos caminhos baseados no que entendemos como certo, mas, não raro, nos desviamos deles, muitas vezes trilhando caminhos muito mais arriscados.
Isto mostra que nem sempre agimos obedecendo à racionalidade que acreditamos ter. E isto nos remete a uma inquietante pergunta: somos previsivelmente irracionais?
Na verdade existe uma diferença enorme entre o comportamento real e aquele que deveríamos ter se fôssemos totalmente racionais.
Pior: muitas vezes a racionalidade é utilizada para alcançar objetivos não éticos e até desumanos, como acontece nos casos em que é instrumento de enganação, dominação e destruição.
Como afirmar que o ser humano é racional (na acepção da palavra), se convivemos diariamente com o mal e a injustiça?
E como inserir neste contexto as paixões, o ódio, o ressentimento, enfim, todos os sentimentos que têm a capacidade de nos deixar totalmente irracionais?
Não restam dúvidas que a racionalidade humana é responsável pelo desenvolvimento científico, social, tecnológico e ético. Mas também é instrumento de poder, riqueza e dominação.
Por isto é importante diferenciarmos a racionalidade fundada em princípios éticos daquela utilizada para fins torpes.
E nunca podemos nos esquecer que a própria natureza humana, envolta em subjetividades e sentimentos, tende a equilibrar este jogo, com uma pitada de irracionalidade.
E saber lidar com nossa própria irracionalidade é imprescindível para nos aperfeiçoarmos como seres humanos que somos, dominados pelos nossos ideais e sonhos.
Só não me atrevo a abordar, neste momento, a diferença entre a racionalidade da mulher e do homem...

Depois, Deus disse: «Façamos o ser humano à nossa imagem, à nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre todos os animais domésticos e os répteis que rastejam na Terra».
Bíblia, Génesis.

domingo, 9 de outubro de 2011

STEVE JOBS E A MATERIALIZAÇÃO DOS POEMAS

Quais as características que uma pessoa precisa ter para ser considerada brilhante? Evidentemente, a resposta para esta pergunta depende da percepção e dos valores de cada um. Mas, se levarmos em conta apenas o sucesso empresarial e comercial, podemos dizer que Steve Jobs, falecido nesta última semana, foi um homem brilhante, na medida em que se tornou referência em inovação e design dos produtos fabricados pela Apple.
E um dos principais diferenciais da Apple foi a união da arte e da ciência para o desenvolvimento das inovações que se tornaram sucesso de vendas. Para tanto, a arte, a história e a poesia, sempre foram fontes de inspiração deste visionário, que se notabilizou em aliar design agradável e de fácil utilização, às novidades tecnológicas
Desta forma, não é nenhum exagero dizer que o principal legado deixado por Steve Jobs está expresso em um de seus ensinamentos mais famosos: “as inovações mais permanentes unem arte e ciência”.
A compreensão desta afirmação não só é válida no âmbito empresarial, mas também no âmbito pessoal, pois mesmo que não consigamos resolver complexas equações matemáticas, não há dúvidas que os conceitos matemáticos estão ao nosso redor.
E chego a me atrever a afirmar que são os conceitos matemáticos mais elementares que formam a base dos valores mais importantes de nossa vida. Afinal, nossos principais anseios não são diminuirmos a tristeza, multiplicarmos as alegrias e dividirmos os momentos felizes?
O fato é que a ciência e a tecnologia são as maiores responsáveis por, ao invés de dizermos: isto é impossível, dizermos: isto ainda não é possível. Mas não basta tornarmos as coisas possíveis. É fundamental que agreguem valor à nossa existência. Daí a importância da união entre a arte e a ciência.
E a poesia é pródiga em confirmar os benefícios desta união, na medida em que os poetas são useiros e vezeiros em utilizar tais conceitos: amor crescente...infinito enquanto dure...por toda eternidade..
Êpa!. Mas o infinito é apenas imaginário!. Como então ter emoções que tendem ao infinito?
Aí, meus caros, só a matemática para concretizar isto. Abençoada matemática!
Ah, ia me esquecendo: também tem o fato, confirmado por muitos, de que Chuck Norris já conseguiu contar até o infinito, por duas vezes...! Portanto, estamos próximos de materializarmos os poemas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

DELÍRIOS DE UM CARTOLEIRO


Todos nós estamos acompanhando o chamado “apagão do conhecimento” que transformou em chavão a frase “falta mão de obra qualificada”. Assim, inúmeros recursos estão sendo utilizados para minorar os problemas que esta situação acarreta, e uma das práticas que vem ganhando força nos treinamentos são os chamados business games.
Nesta modalidade de treinamento, simuladores criam ambientes virtuais próximos da realidade e que permitem a implementação da aprendizagem adquirida, através de jogos eletrônicos, possibilitando o contato do participante com o conteúdo, de uma maneira prática.
Os projetos são desenvolvidos por profissionais de diferentes áreas, entre designers, programadores, artistas e produtores e os custos podem variar muito.
Mas dentro da filosofia do famoso “jeitinho brasileiro” e, claro, dentro de certas limitações, podemos fazer adaptações visando a utilização de método similar, sem gastos significativos.
Vou citar um exemplo de game disponível gratuitamente e que bem utilizado pode servir para discussões voltadas à gestão de uma empresa.
Trata-se do Fantasy Game Cartola FC, do SporTV.
Para quem não conhece, é um game em que você cria um time e recebe um “capital inicial” de cem cartoletas (moeda fictícia do jogo). Com este valor você precisa comprar os 11 jogadores e um técnico, que estejam inscritos no Brasileirão, conforme valor de mercado, previamente estabelecido.
Com seu time montado com atletas reais e que participam das rodadas do campeonato, será apurado ao final de cada rodada o resultado, através da avaliação do desempenho de cada jogador, conforme regras definidas de pontuação.
Isto implica dizer que, se os jogadores escolhidos tiverem bom desempenho na rodada, eles valorizam, caso contrário, perde valor.
Tudo depende da atuação dos jogadores nas rodadas do brasileirão.
Você administra e acompanha os resultados e sua pontuação.
Traçando um paralelismo com a gestão empresarial, podemos dizer que estamos tratando de conceitos conhecidos e imprescindíveis de gerenciamento, envolvendo controle orçamentário (o participante tem que implementar sua estratégia dentro da limitação de cartoletas que ele possui), indicadores gerenciais (a estratégia deve levar em conta  as regras estabelecidas que especificam os itens que definirão o resultado), avaliação de desempenho (análise da performance de cada atleta, considerando a pontuação obtida), controle de custos (os valores dos jogadores são variáveis e depende da cotação de mercado), e outros mais que poderíamos elencar.
Portanto, de maneira lúdica, divertida e de graça, é possível adaptarmos atividades para que possam contribuir para uma discussão produtiva sobre temas importantes de gestão.
Desde que bem exploradas, com criatividade e competência.
E bota criatividade nisto...!!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

HIPÓCRATES, KANT, FREUD E...GABRIELA!

Diretamente da série “descubra o seu”, começo este post perguntando: qual o seu temperamento?
Você é do tipo sanguíneo, colérico, melancólico ou fleumático? Ou “acumula funções”?
É meus amigos, esta tipologia ainda é uma das mais utilizadas no estudo do temperamento humano. E sabem desde quando isto surgiu? Há mais de 2400 anos!
Lá pelos idos de 400 AC, Hipócrates, o chamado “Pai da Medicina”, provavelmente aborrecido, num domingo chuvoso e, mais provavelmente ainda, assistindo um Corinthians x Internacional, resolveu se preocupar com os chamados problemas psiquiátricos. Em decorrência disto, foi o primeiro a reconhecer as diferenças de temperamento das pessoas e a apresentar uma teoria explicando tais diferenças.
Aquele era um momento em que o mundo já constatava os desvios de comportamento, porém atribuía estes desvios à intervenção dos deuses (ou seria do Diabo?), motivo pelo qual, ninguém se aprofundava no assunto. Coube a Hipócrates, opondo-se ao sobrenatural, desenvolver empiricamente uma nova abordagem.
Como resultado, distinguiu os quatro temperamentos citados acima. De acordo com Hipócrates, o temperamento da pessoa dependia dos 'humores' do seu corpo: sangue, bílis preta, bílis amarela e fleuma. Baseado nisto desenvolveu sua teoria explicando as diferenças. Esta teoria era bioquímica em sua essência, e embora a substância da mesma tenha desaparecido, permanece ainda conosco a sua forma.
É o que sempre digo: apesar do enorme avanço tecnológico, continuamos na era Antes de Cristo, no que diz respeito à mente humana.
Já no final do século 18, Emmanuel Kant, filósofo alemão, contribuiu fortemente com a divulgação da idéia dos quatro temperamentos na Europa, descrevendo-os assim:
 "A pessoa sangüínea é alegre e esperançosa; atribui grande importância àquilo que está fazendo no momento, mas logo em seguida pode esquecê-lo. Ela tem intenção de cumprir suas promessas, mas não as cumpre por nunca tê-las levado suficientemente a sério a ponto de pretender vir a ser um auxílio para os outros. O sangüíneo é um mau devedor e pede constantemente mais prazo para pagar. É muito sociável, brincalhão, contenta-se facilmente, não leva as coisas muito a sério, e vive rodeado de amigos. O sangüíneo, embora não sendo propriamente mau, tem dificuldade em deixar de cometer seus pecados.. Ele se cansa e se entedia facilmente com o trabalho, carrega consigo a instabilidade, e o seu forte não é a persistência”.
"As pessoas melancólicas descobrem em tudo uma razão para a ansiedade e em qualquer situação notam primeiro as dificuldades.
Não fazem promessas com facilidade, porque insistem em cumprir a palavra, e pesa-lhes considerar se será ou não possível cumpri-la. Agem assim, não devido a considerações de ordem moral, mas ao fato de que o inter-relacionamento com os outros preocupa sobremaneira o melancólico, tornando-o cauteloso e desconfiado”.
"O colérico tem a cabeça quente, fica agitado com facilidade, mas se acalma logo que o adversário se dá por vencido. Ele se aborrece, mas seu ódio não é eterno. Sua reação é rápida, mas não persistente. Mantém-se sempre ocupado, embora o faça a contragosto, justamente porque não é perseverante; prefere dar ordens, mas aborrece-o o ter de cumpri-las. Gosta de ver reco­nhecido o seu trabalho e adora ser louvado publicamente. Dá muito valor às aparências, à pompa e à formalidade; é orgulhoso e cheio de amor-próprio. É avarento, polido e cerimonioso; o maior golpe que pode sofrer é uma recusa a obedecerem suas determinações. Enfim, o temperamento colérico é o mais infeliz por ser o que mais provavelmente atrairá oposição”.
"Fleuma significa falta de emoção e não preguiça; implica uma tendência a não se emocionar com facilidade nem se mover com rapidez, e sim com moderação e persistência. A pessoa fleumática se aquece vagarosamente, mas retém por mais tempo o calor humano. Age por princípio, não por instinto; seu temperamento feliz pode suprir o que lhe falta em sagacidade e sabedoria. Ela é criteriosa no trato com outras pessoas e geralmente consegue o que quer, per­sistindo em seus objetivos, enquanto, aparentemente, está cedendo aos outros."

E aí? Identificou-se com qual?
Tem nada não...!! O importante é que a saúde vai bem.
E sempre tem a válvula de escape deixada por Freud: o meio ambiente que determina o comportamento do indivíduo. A culpa não é sua, mas do meio que vive. Liberou, geral...!!!
Só não podemos nos deixar levar pela “Síndrome de Gabriela”:
 “ . . . eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim , vou ser sempre assim!”
Tudo na vida pode ser melhorado! Ou não?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A TRISTEZA QUE TRAZ FELICIDADE

Qual é o maior presente que alguém pode receber? É claro que tudo que nos é dado e que despende tempo, esforço e dinheiro, deve ser digno de nossa gratidão. Mas o verdadeiro valor do presente está no fato dele te trazer felicidade, ou preencher uma real necessidade na sua vida.
E muitas vezes, ele nem é comprado. Existe presente maior do que ter filhos? Esta é a grande oportunidade que temos na vida de experimentar um amor sem medidas, um amor grandioso, um amor incondicional. Somente quem foi agraciado com esta benção tem a capacidade de compreender o que estou falando e a felicidade que traz.
Paradoxalmente, esta enorme felicidade tende a gerar tristeza quando nos afastamos deles. Há mais de dez anos, deixei Goiânia para trabalhar em São Paulo. Ainda trago viva na memória a despedida que levou minha mãe aos prantos.
Ainda não compreendia muito bem os motivos de tamanha tristeza até que, há exatos sete anos, deixei meu filho no Rio de Janeiro.
Eu estava mudando para Porto Alegre e nunca tinha experimentado a dor da saudade de um filho que sai de casa para morar noutra cidade. E, naquele 21 de agosto de 2005, nos separamos para que ele terminasse a faculdade e pudesse começar sua vida profissional no lugar que sempre sonhou.
Apesar da tristeza e das incertezas, eu não poderia impedi-lo de buscar seus sonhos.
Durante a viagem chorei e refleti longamente sobre o amor que sentimos pelos filhos. E eu, que não tenho muito o costume de praticar a religião, lembrei de um texto conhecido da Bíblia que diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Esta infinita demonstração de amor por parte de Deus me serviu de conforto, pois eu não havia dado o meu filho, apenas deixado que ele fosse à busca de sua realização.
E como pai, o abençoei para que fosse feliz e que agregasse valor na vida das pessoas com quem ele se relacionar vida a fora.
Seis anos se passaram e a maturidade, as vitórias alcançadas com bastante esforço e as que estão por vir, só me dão a certeza que ele trilhou o melhor caminho.
E descobri que determinadas tristezas trazem enorme felicidade.

domingo, 7 de agosto de 2011

GESTÃO DE PESSOAS

Não é difícil perceber que o principal problema que as empresas enfrentam atualmente é conseguir pessoas capacitadas e que possam contribuir de forma efetiva para o alcance dos objetivos empresariais. E não basta conseguir contratar tais profissionais. É preciso mantê-los na empresa.
Em razão disto, atrair e reter talentos se transformaram no principal desafio do RH das empresas.
Este fato tem exigido mudanças na filosofia de atuação do RH Corporativo que deve se transformar, cada vez mais, num parceiro das unidades de negócios, atuando como consultor interno, facilitando e viabilizando as ações, com o foco na atração, desenvolvimento e retenção de talentos.
Mas para que isto seja eficaz, é fundamental a criação e a implementação de uma política de gestão de pessoas contendo as principais diretrizes e conceitos a serem seguidos, posicionando desta forma o RH no nível estratégico da empresa.
Importante ressaltar que um modelo de gestão de pessoas é a forma  como o comportamento humano no trabalho é gerenciado.
E a política de gestão de pessoas nada mais é que a declaração formal dos principais conceitos deste modelo.
Podemos concluir, então que a gestão de pessoas na empresa visa estimular o desenvolvimento de competências, melhorar o desempenho, aumentar a motivação e o comprometimento dos servidores com a instituição, visando favorecer o alcance dos resultados esperados.