domingo, 27 de maio de 2012

PODE CONTAR COMIGO


-Olá! Muito prazer! Meu nome é Um Dois Três de Oliveira Quatro. Mas pode me chamar de Oliveira.
- Ah! Então você é o famoso Oliveira, o homem que veio nos salvar! Muito prazer Oliveira. Eu sou o Zero Berto. Mas me chamam Betão.
- Olha Betão, não sei de onde você tirou esta história de que eu vim para salvar, mas eu não sou nenhum salvador da pátria. Vim para somar e contribuir na medida de minhas possibilidades.
- Desculpe. É que ouvi algumas conversas a respeito de suas propostas e me pareceu que você precisa conhecer melhor nossa empresa. Mas pode contar comigo!
- Eu realmente não conheço a empresa como você, mas entendo que precisamos revisar nosso Planejamento Estratégico de modo a possibilitar os desdobramentos das metas e o alinhamento dos esforços em todos os níveis.
- Planejamento Estratégico? Isto nunca funcionou aqui, e nem vai funcionar! Já vi este filme várias vezes e sei que o final é o mesmo: “gaveta”! Mas se você quiser encarar esta “roubada” mais uma vez, pode contar comigo.
- Não acho que é uma “roubada”. Apenas precisamos ter o cuidado de sensibilizar e envolver todos os níveis da empresa, comunicando de forma eficaz as responsabilidades e a parcela de contribuição de cada um. Isto possibilitará um mapeamento atualizado dos processos, propiciando melhorias em todos os níveis.
- Tu tá de sacanagem, né?! Mapeamento de Processos, aqui? Eu mesmo já tentei várias vezes e não consegui finalizar nunca. Ninguém ajuda. Parece que só eu quero melhorar o resultado da empresa. Mas se quiser ver com os próprios olhos, pode contar comigo.
- Revisando os processos e alinhando as metas setoriais aos objetivos estratégicos, podemos desenvolver um Programa de Desenvolvimento de Pessoas, reforçando as competências dos colaboradores, tendo como base o resultado esperado.
- Olha Oliveira, vejo claramente que você precisa conhecer melhor os nossos empregados. Eles só querem fazer treinamento se for em algum lugar turístico. Fora isto, só sabem fofocar. Às vezes acho que só eu trabalho com seriedade. Mas se você quiser arriscar, pode contar comigo.
- Vejo que não concorda com nenhuma sugestão que proponho. Então quais são suas ideias? Quais ações que você acha que serão mais eficazes?
- Ah, isto é você quem sabe. Eu sou técnico e faço a minha parte. Se os outros não fazem a parte deles, não posso fazer nada.
Mas pode contar comigo!

sábado, 19 de maio de 2012

AS TRÊS FACES DA VERDADE

O grande diferencial do ser humano em relação aos outros seres é a razão. Porém, mais do que racionais, somos sentimentos e emoções. E, transitando no meio da razão, das emoções e dos sentimentos, existe um fator chamado percepção, que pode ser determinante para nossa paz de espírito. Carregadas de subjetividade, nossas percepções nem sempre refletem a realidade, gerando, muitas vezes, conflitos e dores sem motivos relevantes. Estou ficando até repetitivo com a afirmação de que, apesar do imenso desenvolvimento tecnológico, o desenvolvimento da mente humana continua estagnado no período da idade média. Nossos comportamentos e nossas atitudes continuam muito parecidas com os de nossos ancestrais. Ouso até em afirmar que vivemos num mundo com muitas percepções erradas. É no mínimo curioso como as pessoas interpretam as manifestações dos outros como se esta interpretação fosse a verdade absoluta. O pior é que o julgamento é feito, sem chance de defesa, não sendo raro afastamentos e inimizades sem que o outro saiba por quê. O nosso instinto de defesa contra o sofrimento faz com que nossa reação não leve em consideração que podemos causar sofrimentos a outros, inclusive a terceiros que se relacionam com os "litigantes" e não têm nada com o assunto. É ponto pacífico que, melhor que viver, é conviver bem. Portanto é hora das pessoas pararem de se comportar com excesso de individualismo e de egoísmo, achando que só elas sofrem e são atingidas pelos outros. É inadiável que consigamos desenvolver nossa consciência, garantindo no mínimo um diálogo prévio à ruptura, mesmo porque muitas pessoas precisam mais de ajuda do que de punição. Precisamos eliminar os elementos que afetam a correção de nossa percepção para sermos mais justos. E, para começar, já seria um grande avanço entendermos e considerarmos um velho ditado que nossos avós repetiam: "a verdade sempre tem três faces: a minha, a sua e a verdade mesmo".

domingo, 13 de maio de 2012

MÃE! AGRADECER NÃO É O BASTANTE

Por mais que busquemos entender, algumas coisas ainda fogem de nossa compreensão.

Como explicar o surgimento, muitas vezes em corpos aparentemente frágeis, de uma força que suplanta dificuldades imensas e que gera uma valentia inigualável? Força esta que transforma o ser, fazendo-o sorrir do próprio sacrifício, priorizando um terceiro a si próprio, corporificando a generosidade, a abnegação e a entrega.

Esta força que vem do coração e da alma, não obedece à lei ou a lógica, mas certamente tem um toque divino.

MÃE! Palavra mágica!

Contém em si toda a força de um amor distinto de qualquer outra coisa existente na face da terra. Meigo e ao mesmo tempo ousado. Carinhoso e ao mesmo tempo firme. Inexplicável e ao mesmo tempo fácil de sentir.

Se tiver um caminho que nos aproxime de Deus, não tenho dúvidas que passa pelo amor. Talvez aí resida o segredo desta doação incondicional, pois, ao gerar um filho, uma mãe exercita um dos principais dons divinos que é o dom da criação. Portanto ser mãe é se aproximar de Deus, de certa forma corporificando a divindade na Terra.

E, investidas desta força divina, nos dão a vida, nos ensinam a vivê-la e se disponibilizam incondicionalmente, em qualquer situação e em qualquer momento que sua cria necessitar.

Se pararmos para refletir, por mais que sejamos gratos e façamos o possível em retribuição, ainda seremos devedores, posto que o infinito ainda se nos mostra inatingível. Ainda mais nesta vida moderna em que a luta pela sobrevivência e uma indesejável inversão de valores, teima em nos colocar obstáculos que dificultam uma maior presença.

Talvez pelas minhas próprias faltas, sempre acho que mais do que agradecer, devemos pedir desculpas por não conseguirmos retribuir à altura todo este amor que nos é oferecido.

Raulice! Mais do que o nome, me deste a vida. Mais do que a vida, me deste os valores. Mais do que os valores, me ensinou a viver com integridade. Mais do que ensinamentos, me deste amor. Obrigado é muito pouco! Te amo!

A todas que já foram agraciadas pela benção da maternidade, desejo um feliz dia das mães! Um beijo especial à Monica, mãe de meus filhos.

domingo, 6 de maio de 2012

MUDANDO SENTIMENTOS

Uma grande contradição teima em persistir no meio corporativo: por que em plena era dos relacionamentos, um dos maiores problemas que continua afetando as empresas é exatamente o relacionamento interpessoal?
 Não canso de repetir que, ao contrário do desenvolvimento tecnológico e do crescente volume de conhecimento disponibilizado, as atitudes e os comportamentos continuam quase que idênticos aos constatados na idade média.
Ah, o ser humano! Sempre querendo mudar o mundo, mas incapaz de mudar a si mesmo.
Egoísmo, individualismo, oportunismo e muitos outros ismos. O que mudou neste último milênio?
O que fazer para mudar esta situação?
Immanuel Kant já dizia: “O autoconhecimento é o início de toda a sabedoria”.
Talvez este possa ser o ponto de partida. Estamos necessitando nos redescobrir. Precisamos rever nossos potenciais e nossas limitações, ou seja, nos autoconhecer, para que possamos redirecionar nossos esforços na busca do sucesso.
Mas não basta somente o autoconhecimento. É fundamental sabermos lidar com o que decorre dele, ou seja, sabermos lidar com os nossos próprios sentimentos.
E, tão importante quanto lidar com nossos sentimentos, é desenvolvermos a habilidade de entender as outras pessoas.
Todavia, quanto mais entendo a importância disto, mais me convenço do quão é difícil isto acontecer.
As pessoas parecem viver num mundo paralelo, onde tudo parece acontecer de forma contraditória. Se é fácil entender que do milho só nasce milho, qual a dificuldade que temos em entender que bons pensamentos e boas ações só podem gerar bons resultados?
É assustador a enorme quantidade de energia que é gasta pelas pessoas para se defenderem de relacionamentos conflituosos. Se usada de forma positiva, esta energia sem dúvida nenhuma facilitaria em muito o encontro das soluções para os principais problemas que nos afetam.
Hoje não é segredo para ninguém que o sucesso está diretamente relacionado às competências comportamentais, mais até do que às habilidades técnicas. É preciso aceitar esta realidade, revendo conceitos, percepção e forma de agir, sem contudo perder o senso crítico.
Portanto, é fundamental que saiamos do papel de vítimas das circunstâncias e passemos a ser os artífices de uma revolução que conduza o desenvolvimento mental para um patamar próximo do desenvolvimento tecnológico.
Mudando-se os sentimentos, certamente mudaremos a vida!

sábado, 28 de abril de 2012

DISCUTINDO A RELAÇÃO


- Benhêêê!  Cheguei! Cê bota uma cerveja no congelador e prepara um sanduba para mim, enquanto eu tomo banho?
- Preparo sim, mas depois de conversarmos. Estive pensando e...
- Não! Pelo amor de Deus! Hoje não! Daqui a pouco começa o jogo do Atlético Goianiense. Parece que você faz de propósito. É só ter um jogo na televisão e você vem com esta história de “discutir a relação”.
- Como “de propósito”? Tem jogo todos os dias! E o pior é que você assiste a todos. E tem mais: depois que acaba, assiste os gols, as mesas redondas, e qualquer outro programa que repita exaustivamente as mesmas coisas. Acho até que se transmitirem a poda da grama do estádio, é capaz de você querer assistir.
- Não começa com os exageros.
- E eu que sou a exagerada?
- Tá bom. Então fale logo o que você quer, e a gente acaba logo com isto.
- Você não tem um pingo de sensibilidade, né? Não é capaz de entender uma mulher.
- Bem que eu já pedi o “manual de instrução”, mas nunca me deram.
- Não vejo graça nenhuma. Sabe que os meus amigos me ouvem mais que você?
- É claro. Todos torcendo para que você se dê mal comigo, para te pegarem.
- Que absurdo! Que machismo exacerbado! Parece que estou querendo algo absurdo. Só quero conversar.
- Tem certeza que o assunto é importante? Acabei de chegar do trabalho e estou exausto.
- Não tem um assunto específico. Não sei bem o que é, mas não estou legal.
- Como assim? Você quer discutir alguma coisa que ainda não sabe o que é?
- Não é isto. É que não estou satisfeita com a vida que estamos levando.
- O que tem te deixado insatisfeita?
- Não sei definir. Por isto quero conversar.
- Jesus amado! Você quer conversar sobre algo que não sabe bem o que é, justamente na hora do jogo. Mãe, me leva de volta!
- Sua família é um dos problemas.
- Ai, meu Deus! Não começa.
- Vamos pro quarto. É melhor para conversarmos.
- Opa! Depois rola um rala-e-rola?
- Incrível como você só pensa em sexo! É a única coisa que compete com o futebol.
- Até hoje você não entendeu que eu não gosto de conversar, mas sim de fazer sexo? Mas, pensando bem, hoje o Atlético joga...
- Mas será que você não tem nem um tempinho para discutirmos nossa relação?
- Tenho, mas o problema é que estamos discutindo mais do que tendo atividades sexuais.
- Parece até que os problemas são só meus. Eu é que sempre começo a discussão.
- E que termina também.
- Chega de conversa fiada. Você vem ou não vem pro quarto?
- Vou, mas com algumas condições.
- Quais?
- Vou levar a cerveja, ligar a TV no futebol e ficar nu com você na cama.
- Mais alguma exigência, meu aprendiz de popstar?
- Bem, por via das dúvidas, não quero nenhum objeto cortante por lá.

domingo, 22 de abril de 2012

GARANTIA DE EMPREGO E EMPREGABILIDADE


Passam-se os anos e um fato nas organizações se repete sistematicamente: a permanente busca pela eficiência que garanta a sobrevivência das empresas no mercado.
E a produtividade continua sendo o principal fator desta eficiência.

Como o trabalhador se adéqua neste contexto?

No início do século passado, Frederic Taylor, um dos principais precursores em eficiência e produtividade na história da Administração, abordou este tema evidenciando a padronização dos tempos e movimentos, a divisão de tarefas, os incentivos salariais e prêmio de produção.

Desta forma, comissões foram instaladas para acompanhar a produtividade da empresa, acompanhando os tempos elementares e previamente definidos de cada produto a ser fabricado.

Em seguida, na Europa, se disseminou várias teorias enfatizando a necessidade da capacitação dos trabalhadores com a instrução específica para cada função, aliada à simplificação das tarefas.

Nesta busca incessante pela produtividade ideal, alguns americanos introduziram uma nova cultura de Gestão, baseada no controle gerencial. Essa nova forma de Gestão Empresarial se mantém até hoje nas escolas de Administração Americana.

A partir de então, as empresas passaram a definir objetivos específicos para as pessoas, que deveriam prestar contas do seu desempenho no fim de um período.

Porém tais teorias acabaram gerando um mecanicismo exagerado, cuja contestação acabou por elevar as pessoas a um patamar de importância fundamental, surgindo assim o movimento pelas relações humanas no trabalho e inúmeras teorias motivacionais.

Importante ressaltar que por muito tempo o capital foi o recurso escasso, fato que gerou a necessidade da empresa se organizar em tomo da alta administração.

Cabia à alta administração construir uma estrutura que lhe permitisse implementar sua estratégia, criando sistemas destinados a garantir que o trabalho fosse controlado.

Diferentemente, hoje em dia o recurso verdadeiramente escasso é o conhecimento, fator de sucesso que só pode ser aproveitado pelas pessoas que o desenvolvem.

Desta forma podemos concluir que o modelo anterior de gestão ruiu, significando que a alta administração não pode continuar a ser a única estrategista da empresa. É fundamental estabelecer objetivos que possam ser compartilhados por todos, Assim o principal papel a ser desempenhado pela alta administração nesse novo modelo é transmitir aos funcionários a visão, os valores, e a filosofia, dando um sentido de identidade e auto-realização.

Se antes a estratégia era definida pela diretoria e os funcionários limitavam-se a implementá-la, agora cada funcionário é responsável pela excelência da companhia em sua área, devendo contribuir não somente para a competitividade, mas também para a definição da estratégia.

Isto nos remete a uma conclusão importantíssima: o modelo de gestão antigo que garantia segurança no emprego foi substituído por outro modelo que possibilita assegurar a empregabilidade, ou seja, a capacidade de conseguir emprego.

E só reforça as palavras de Jack Welch: 'Não são os objetivos que levam a empresa até onde ela vai; são as pessoas'.

sábado, 7 de abril de 2012

CURIOSIDADES DA SEMANA SANTA

 “A curiosidade é mais importante do que o conhecimento”.

                                                 Albert Einstein



Vários costumes ligados à Páscoa tiveram como origem os festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, a Páscoa judaica, que comemora o êxodo dos israelitas do Egito, saindo da escravidão para a liberdade.
Como são costumes de origem bem antiga, geram algumas dúvidas e curiosidades, como nos exemplos a seguir:

- Se Jesus ressuscitou no terceiro dia, como pode ter morrido na sexta feira e ressuscitado no domingo?

Esta aparente contradição se dá porque os judeus computavam o tempo incluindo o dia do acontecimento, que era considerado o primeiro dia. O dia seguinte era o segundo e as primeiras horas do outro dia já eram consideradas como terceiro dia.

- Se coelho não bota ovo, por que são eles que trazem os ovos de páscoa?

Antes de adquirir o significado da ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa já existia e tinha como propósito anunciar o fim do inverno e a chegada da primavera no hemisfério norte.
Desde a idade média os povos pagãos costumavam homenagear Ostera ou Esther (Easter, em inglês ou Páscoa, em português), a Deusa da Primavera.
Ostera era mostrada segurando um ovo e observando um coelho, símbolo da fertilidade, representando a chegada de uma nova vida.
Originalmente, Ostera representava o renascimento da terra e, por isto, seus símbolos estão relacionados à fertilidade, motivo da tradição do Ovo e do Coelho.

- Por que a data da morte de Jesus Cristo não é fixa como a do seu nascimento?

Originalmente a festa comemorava a passagem do inverno para a primavera. Por isto, o Domingo de Páscoa foi estabelecido como sendo o primeiro Domingo após a primeira lua cheia, depois do equinócio, fato que ocorre entre 22 de março e 24 de abril.
Depois que a Páscoa passou a ser uma festa cristã celebrando a ressurreição de Cristo, estabeleceu-se o que chamamos de Semana Santa, que sempre termina no Domingo de Páscoa. Por isto a Sexta Feira da Paixão é uma data variável.


Mas, independentemente das eventuais dúvidas e curiosidades geradas pelos costumes antigos, o importante é fixarmos em nossas mentes a mensagem e o significado que esta celebração traz: Cristo viveu, morreu e ressuscitou para nos mostrar que os teus ensinamentos se traduzem no caminho para o alcance da paz e da solidariedade entre as pessoas e os povos.

FELIZ PÁSCOA!