sábado, 3 de dezembro de 2016

MAIS DO QUE BOAS LEMBRANÇAS


O que tem a capacidade de nos remeter ao passado com alegria e replicar esta alegria para o presente? Que reaviva nossos sonhos, a despeito da má vontade que a realidade muitas vezes deixa transparecer? Que nos possibilita sentir o que nosso coração manda e que nos motiva a seguir em frente, com a certeza de que viver é bom demais?

Ah, as boas lembranças!
Como é gostoso reviver tempos felizes, compartilhados com amigos de verdade, que, numa espécie de acordo tácito, se revezavam na agradável tarefa de sustentar os próprios sonhos e ilusões.

Ah, como é bom lembrar dos amigos da escola, das (in)certezas da adolescência, das excursões do colégio, das festinhas e das paixões normalmente ocultas, ou nem tanto!

O tempo vai passando, deixando suas marcas e moldando as nossas vidas.

É claro que não temos o controle do tempo, mas não tenho dúvidas que podemos utilizá-lo a nosso favor, deixando que ele cicatrize eventuais feridas, mas que eternize os grandes momentos vividos.

E entre os belos momentos de minha vida, com certeza absoluta, estão aqueles vividos no período do nosso querido Colégio de Aplicação, em Goiânia. Quanta saudade! Posso dizer, sem medo de errar, que era um colégio à frente de seu tempo, tanto pela metodologia pedagógica que utilizava, mas principalmente pela relação de amizade e respeito entre professores e alunos, que só quem viveu esta experiência pode atestar.

As relações não eram de simples coleguismos, mas de pura e sincera amizade. É como se no conteúdo programático do colégio estivesse implícito ensinar a viver. Tudo isto sem prejuízo ao processo de aprendizagem, fato comprovado pela aprovação de quase 100% dos alunos no vestibular.

E de repente, ontem, ao me ver adicionado em um grupo do WhatsApp, estas boas lembranças se materializaram no presente, com a retomada do contato com um grande número de amigos que não via há bastante tempo. Confesso que fiquei e ainda estou muito emocionado.

Obrigado Mathilde, por ter me adicionado e a todos os amigos que estão me dando o grande prazer de podermos conviver novamente.

sábado, 5 de novembro de 2016

DAI GRAÇAS AO HUMOR

Recentemente, o surpreendente Papa Francisco, durante um encontro com jesuítas no Vaticano, afirmou que o humor é uma das atitudes mais próximas à graça de Deus. Justificando tal pensamento, destacou que "uma boa notícia não pode ser dada com o rosto triste". Continuando, disse Francisco: "a alegria não é um ato decorativo, mas um claro indício da graça, indicando que o amor está ativo, operante e presente.
Muito feliz este discurso do santo padre. De fato, acho que nada é melhor do que emoções positivas e humor para podermos lidar adequadamente com os obstáculos da vida. Continuamente temos que administrar os altos e baixos naturais da vida e, não raramente, as nossas perdas e traumas.
É curioso como existem pessoas que ficam arrasadas diante de uma tragédia, perdendo a esperança é a vontade de seguir em frente. Outras, ao invés de ficarem deprimidas e incapazes de lidar com a situação, conseguem encontrar sentido nas dificuldades, vendo-as como lições e transformando-as em força motivadora.
Esta diferença entre as reações é objeto de estudo da chamada Resiliência Psicológica que indica a maior ou menor capacidade de assimilar circunstâncias dolorosas.
Um fato já comprovado cientificamente é que as emoções positivas e o humor contribuem significativamente para aumentar o nível de resiliência do indivíduo, fazendo com que tenha em mente que as coisas sempre podem melhorar no futuro, a despeito de um presente doloroso.
E isto não se conquista de nascença, nem é privilégio dos menos emotivos. É simplesmente uma decisão de como usar a dor que nos aflige: ou mantemo-nos com a dor indefinidamente ou enfrentemo-la, superando o acontecido, tirando forças da experiência, ao invés de nos prostrarmos derrotados.
Neste segundo caso, certamente conseguiremos a determinação necessária para superar as adversidades.
E aí? Prefere continuar a sofrer, ou seguir em frente com sua vida?
Com bom humor, por favor!



sábado, 11 de junho de 2016

AS MINHAS MULHERES DO RIO GRANDE DO SUL

Não! Não é uma apologia à poligamia. Ainda não!
Estou falando de luz! Luz no sentido figurado, que faz com que a convivência com determinadas pessoas transforme cada detalhe dos momentos juntos, estejamos pertos ou distantes, em algo agradável e belo.
Os inesquecíveis bons momentos vividos na belíssima capital do mundo e centro do universo, também conhecida como Porto Alegre, foram relembrados ontem, numa gélida sexta feira aquecida por um café e pela presença de queridas amigas.
Rejane, com sua explosiva mistura da beleza e do singular jeito de ser germânico, Rozicler, a belíssima grávida em seu momento "mais fácil de pular do que dar a volta" e a encantadora Crischna, sempre esbanjando conteúdo, iluminaram o início da noite porto-alegrense, brindando a mim e minha esposa Monica, com mais um dia especial.
Como eu sempre digo: mais importante que viver é conviver bem. E, em todos os momentos de convivência, estas gurias tem a capacidade de gerar bons sentimentos, não só das palavras que se expressam, mas também pelos gestos e condutas que as acompanham.
Um verdadeiro oásis no deserto do individualismo que grassa pela vida moderna. É paradoxal vivermos mergulhados em tecnologias, envoltos em progressos significativos das ciências, com perfil extremamente exigente e inquiridor, e todavia profundamente carentes de amor e paz.
Urge desenvolvermos a sensibilidade e a habilidade necessárias para entendermos que a compreensão do que ocorre em nossas vidas deve nascer do coração, de nossos sentimentos, e somente se aperfeiçoa através da prática exemplar.
Poucas são as pessoas que conseguem tal proeza. Mas as que alcançam este patamar, são as que iluminam nossa caminhada pela chamada "longa estrada da vida".
Assim, por mais distante que estejamos, sempre trarei no coração a gratidão por tudo que nos fizeram e continuam fazendo, tomando a liberdade de chamá-las, com as devidas vênias dos maridos, minhas mulheres do Rio Grande.

domingo, 8 de maio de 2016

FELIZ DIA DOS FILHOS

Mãe!
Extensão da mão divina, na divina tarefa de germinar um novo ser.
Exemplo de amor incondicional, faz da cria uma parte dela mesma. E somos! Porém somos parte que se desprega, ao sabor de nossas necessidades, aspirações e sonhos.
Mas o amor de mãe não tem limite e se estende para qualquer distância, até a eternidade.
Porém, a distância, mesmo não tendo a capacidade de diminuir este amor, provoca um sentimento forte e às vezes dolorido, chamado saudade. Saudade das conversas com os filhos no fim do dia. Saudades de coloca-los no colo. Das risadas, dos amigos que estavam sempre juntos, enfim, saudades de uma convivência familiar mais próxima. E se o amor pelos filhos é infinito, também o é a saudade.
A homenagem evidentemente é para todas as mães, mas hoje quero ressaltar em especial as mães que já cumpriram seu dever de nos preparar para caminharmos por nossas próprias pernas. O amor continua o mesmo, mas a aparente redução de nossas necessidades maternas e as crescentes exigências para se alcançar uma condição econômica adequada, levam, via de regra, a uma crônica falta de tempo e um maior distanciamento das pessoas que amamos,
O curioso é que, paradoxalmente, esta louca roda-viva que se transformou nossa rotina, parece fazer ressurgir a vontade de voltarmos ao porto seguro da convivência materna.
E, enquanto a vida passa, as mães que já criaram seus filhos buscam superar mais um obstáculo, este agora decorrente da mais conhecida contradição materna: a esperada sensação do dever cumprido, que poderia naturalmente se transformar numa sensação de liberdade, onde o principal compromisso seria consigo mesma, se transforma num sentimento de vazio, não raramente caminhando para um processo depressivo.
Diriam alguns de nós: "elas não se prepararam para o inexorável"! Talvez não.
"Existem diversos tratamentos adequados para estes casos"! Diriam outros. Talvez sim.
Mas o que todas querem é conviver um pouquinho mais com os filhos. E, quando nos depararmos com esta situação, devemos entendê-la como um pedido inconsciente de socorro.
Evidente que todos nós temos nossos compromissos e nossos problemas (e aqui fala alguém que sempre teve dificuldade de se fazer presente, quando ausente), mas não custa muito demonstrar interesse por quem se sente só, dedicando um pouquinho de tempo a ela.
Portanto, a bola está do nosso lado. Vamos assumir de vez o papel de protagonistas nesta história, fazendo de hoje um marco no sentido de continuarmos sendo a maior fonte de felicidade de nossas mães.
Talvez seja até o caso de saudar: Feliz dia dos Filhos!




terça-feira, 15 de setembro de 2015

TRISTEZA TAMBÉM TEM FIM

De repente, a simples visão de um apartamento desocupado se transforma numa arma capaz de esmagar até a felicidade. Eu sei que é um exagero. É somente um bem material e, como tal,  pode ser substituído. Mas a tristeza se torna inevitável, na medida em que vem à tona a lembrança de que cada pedaço, cada cantinho ali, foi planejado e executado com o amor e o carinho propiciados por um sonho sonhado em conjunto com pessoas amadas.
Mas o meu pensamento lógico, aliado à frieza capricorniana, teimam em reafirmar o exagero.
Então, por que este desconforto?
Às vezes a sensação que tenho é de que tudo em volta parece estar desabando. Parece que a vida virou de ponta-cabeça.
Mas quem já não sentiu isto?
Momentos negativos fazem parte de nossa vida, e têm a força de nos fazer acreditar que não vão acabar nunca. Mas acabam! E a velocidade com que isto irá acontecer, depende muito de nossas atitudes.
É imprescindível tirarmos o negativo da mente para que a força transformadora da confiança e da tranquilidade possa nos reconduzir para o equilíbrio. Para isto, precisamos eliminar nossa eterna resistência a mudanças, suplantando o nosso próprio descrédito, e, principalmente pautando nosso comportamento em ações positivas.
E são nestes momentos que damos o devido valor a algo muitas vezes deixado de lado: os princípios espirituais. Antes mesmo de nosso raciocínio lógico, precisamos cuidar de nossas crenças, pois nossas decisões normalmente são tomadas com base no que acreditamos e sentimos. E cada um tem percepções diferentes e entende as coisas a partir da própria visão.
Por isto, mais do que conhecimento, precisamos de sabedoria, e mais do que  ser dono da verdade, precisamos entender que muitas coisas fogem da nossa compreensão, e nem por isto deixa de se mostrar em harmonia.
Um exemplo? Basta contemplar a natureza.
Quem foi que fez? Alguém a quem chamamos de Deus.
Portanto, precisamos ter a humildade necessária para entender que os desígnios do criador suplantam nossa limitada capacidade de entendimento da harmonia do universo, e que um aparente estado de caos momentâneo pode ser a solidificação da base de nossa felicidade.
Se assim o merecermos.
Amém!

domingo, 31 de maio de 2015

#tecnoqualidadedevida...sqn



Quem, há 30 anos, imaginou que poderíamos alcançar tamanho desenvolvimento tecnológico como o que estamos vivenciando agora? Quem, nas dias atuais, pode prever com segurança qual será o nível da tecnologia daqui a 30 anos?
O fato incontestável é que estamos vivendo uma verdadeira revolução tecnológica e consequentemente comportamental, que afeta, em maior ou menor intensidade, direta ou indiretamente, a todos os seres humanos.
De forma simples, porém com significativa profundidade, meu pai, no alto de seus quase 90 anos de vida, resumiu este momento: "temos que aprender a conversar com as máquinas". E não é, que é mesmo? Máquinas, maquininhas e maquinetas pululam ao nosso redor, num verdadeiro festival de comunicação tecnológica, não raro utilizando comando de voz.
Tamanhas facilidades estão transformando e influenciando o comportamento de diferentes gerações, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Ou será que não?
Não restam dúvidas que existem enormes benefícios nesta desenfreada busca pelo impossível. Todavia, o comportamento do ser humano (ah, o velho comportamento...!!) na utilização das moderninhas geringonças e dos app's da hora, transformam o que deveria ser uma evolução, numa "involuçao".
Parece contraditório, mas é a pura realidade: nunca tivemos tanta facilidade para nos comunicar e transmitir nossos pensamentos e, curiosamente, nunca tivemos tão isoladamente acompanhados. O que começou como piadinha, se transformou numa piada de mau gosto. As cenas em bares e restaurantes de pessoas acompanhadas totalmente absortas em seus respectivos smartphones, se tornou comum denotando uma verdadeira inversão de valores, privilegiando o ausente em detrimento do presente, privilegiando a letra fria das mensagens em detrimento do "olho no olho", privilegiando o kkkkkkkk em detrimento do sorriso, privilegiando o relacionamento sem compromisso em detrimento do mais sério.
Não que tais coisas não tenham importância. Apenas devem ser praticadas no seu devido tempo e lugar.
A tecnologia não pode ter um fim em si mesmo. Ela só tem sentido se disponibilizar melhorias na qualidade de vida das pessoas. Mas não podemos nos esquecer que a mesma tecnologia que salva vidas, pode ser usada para tirá-las. Depende do uso que o homem faz.
Também é preciso cuidar para que a tecnologia não se transforme em instrumento para subjugar povos e classes menos evoluídos. A inclusão tecnológica é imprescindível para que a qualidade de vida seja efetivada como objetivo final.
Então tá fácil obtermos esta tão sonhada qualidade de vida: mudança de comportamento e ações governamentais de inclusão.
Só que não...

domingo, 10 de maio de 2015

AGRADECENDO A HISTÓRIA

Nascida na pequena cidade  de Anicuns, no interior de Goiás, onde a cultura e a tradição da época praticamente determinavam que o destino da mulher era casar e procriar, a frágil garotinha ousou buscar um novo desiderato.
Apesar de todos os obstáculos, inclusive com a morte do pai antes mesmo de nascer, sempre manteve em sua essência a convicção que não iria se aprisionar numa condição limitada, pois tinha a certeza que poderia ser protagonista de sua própria história.
Assim, galgando degrau por degrau, foi conquistando seu espaço nas diversas possibilidades de sua existência, enquanto mulher.
E, daquela pequenina cidade do interior, surgiu uma profissional de talento e enorme capacidade de produzir, com invejável conhecimento, que deu sua inestimável contribuição ao serviço público, à educação e à cultura em Goiás.
Mas, não simplesmente pela cobrança da sociedade, e sim pelo sonho de constituir sua própria  família, casou e teve quatro filhos, que usufruíram e continuam a usufruir de seu extremado cuidado e proteção. Por mais responsabilidades profissionais que assumia, mais forte se evidenciava a sua capacidade de superação, cuidando da educação dos filhos e acumulando afazeres domésticos.
O infinito amor dedicado a nós filhos, e que nos deu o inestimável suporte para a nossa formação, exige que não só reconheçamos esta bela história, como também que ela determinou e ainda determina o  desenrolar de nossa própria história.
Obrigado Raulice Bahia! Mãe, amiga, orientadora e protetora.
Feliz dia das Mães!