sábado, 11 de abril de 2015

CAMINHADA PARA O SUCESSO

Era uma vez uma criança nascida no interior do Brasil, filho de pais dedicados e honrados, que lutavam diariamente na busca de uma melhor condição financeira para poder oferecer e desfrutar uma melhor qualidade de vida. E muitas vezes as dificuldades só não eram maiores que o amor que sentiam pelo filho.
Mas a arte de se criar filhos é mais ou menos como um On-the-job-training: você aprende enquanto executa sua atividade. O mais curioso é que boa parte das orientações necessárias para a melhor prática, é dada pela própria criança.
Com o nascimento dos filhos, experimentamos então o chamado amor incondicional que, de tão grande, não cabe dentro de nós, transbordando em forma de carinho, ajuda, elogios e atenção.
Tudo isto é fundamental para o desenvolvimento físico e emocional da criança, porém também é de suma importância entendê-la, tendo a consciência de que ela terá sua própria vida, certamente diferente da dos pais, com suas próprias virtudes e imperfeições. Assim é a vida.
Não obstante, todo pai sonha em ver o filho alcançando o sucesso. Quem não gostaria de  ver o filho contribuindo para o desenvolvimento de novas drogas terapêuticas que pudessem curar ou aliviar dores de doentes? E na descoberta de vacinas que evitassem moléstias graves? Ou contribuindo para o aperfeiçoamento do cultivo e da qualidade de alimentos?
Pode parecer um sonho distante? Talvez sim. Mas como diria o filósofo: "o começo é mais da metade do todo". É preciso dar o primeiro passo!
Lembrando sempre que, por menor que aparentemente seja nossa contribuição, ela pode ser absolutamente importante para alguém.
Parabéns, Frederico Bahia, formando da I Turma de Biotecnologia da UnB. Isto é que é um "primeiro passo" brilhante! Continue tua caminhada rumo ao sucesso. As áreas de aplicação da Biotecnologia são tão grandes quanto o teu potencial.
Sucesso!

sábado, 4 de abril de 2015

A VIDA RENASCE SEMPRE

O Universo é composto de bilhões de galáxias, onde cada uma possui bilhões de astros similares ao nosso Sol, em torno dos quais orbitam um grande número de planetas.
E tudo isto dentro de uma surpreendente ordem!
Certamente esta grandiosa obra não pode ser fruto do acaso. Aí talvez esteja a prova mais irrefutável da existência de Deus.
Como uma gota d'água no oceano, fazemos parte desta trama celestial. E, segundo as escrituras sagradas, Deus nos criou à sua imagem e semelhança, enviando seu filho Jesus para se expressar pelos meios característicos do ser humano, ou seja, pelas palavras, pelos sentimentos e pelo exemplo de condutas
Assim, como um verdadeiro porta-voz do Criador, Jesus acabou se tornando a pessoa que mais influenciou e transformou a história da humanidade.
Independente das questões religiosas, dogmáticas e das diferentes crenças, não existem dúvidas sobre a capacidade de comunicação demonstrada pelo Cristo, caracterizada pela enorme facilidade de entender as pessoas, bem como fazê-las querer lhe escutar, numa inigualável execução da missão de  estabelecer o reino de Deus, onde o bem suplantaria definitivamente o mal.
A história todos conhecem: apesar dos nobres propósitos, acabou por ser condenado, crucificado, morto, porém ressuscitado.
Esta certeza da ressurreição, aliada aos ensinamentos divino, formam a base da fé de milhões de seguidores, influenciados por este líder que, após mais de dois mil anos, continua conseguindo aglutinar multidões pela surpreendente atualização de suas palavras.
Será que ele se mantém vivo? Esta é uma certeza de seus fiéis seguidores. E pode ser constatada em nosso cotidiano.
Jesus vive na exuberante beleza da natureza, no sorriso inocente e sincero da criança, na paz de espírito de quem prática o bem, na caridade incondicional, na busca do crescimento espiritual, no equilíbrio entre a inteligência e a moral, enfim, em tudo que reflete a presença de um Deus justo, mas que, a despeito de nos mostrar o melhor, nos deu o livre arbítrio para escolhermos o caminho a seguir,
E como guia, nos enviou Jesus Cristo.
Feliz Páscoa!




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CELEBRAR SEMPRE


Acho até que não deveria ser assim, mas na maioria das vezes, a vida tem nos ensinado que todo crescimento,seja ele profissional, material ou espiritual, demanda um grau significativo de sacrifícios.
Na busca da realização de nossos sonhos muitas vezes transformamos uma rotina razoavelmente organizada em uma vida de privações momentâneas.
E nestes momentos, acabamos por deixar para traz muitas coisas que não dávamos tanto valor, mas que na verdade necessitamos muito.
Fator complicador acontece quando precisamos mudar para lugares distantes. Além das dificuldades normais, somos feridos pelo sentimento de solidão, parceira fiel da tristeza.
Mas a vida ensina também que a tristeza gerada por sacrifícios momentâneos, acaba por se transformar na base da alegria que virá com o alcance dos nossos objetivos.
Assim, os sacrifícios tendem a se transformar em meros contratempos. Dificuldades de adaptação, de moradia com qualidade e até com a alimentação, se mostram pequenas e até engraçadas. Já ouvi histórias de pessoas que, por falta de recursos, preparavam miojo com a água quente do chuveiro.
Por isto, momentos que merecem celebração, devem ser celebrados, mesmo que isto não se mostre tão divertido para uma situação em que aparentemente estejamos longe das pessoas que nos são caras. Mesmo com um oceano de distância, sempre estaremos juntos das pessoas que amamos.
Parabéns, Diogo! Feliz aniversário!
Saudades.

domingo, 18 de janeiro de 2015

APRIMORANDO SENTIMENTOS

O abominável atentado ocorrido na semana passada, na França, suscita a inesgotável discussão acerca dos limites da liberdade de expressão, bem como da intolerância de grupos extremistas.
Não vou me ater ao atentado terrorista em si, deplorável e inaceitável sobre todos os aspectos. Nada justifica tamanha imbecilidade. Acredito que a barbárie fale por si mesmo.
Não obstante, e atendendo sugestão do cunhado e amigo Caio Lannes, vou abordar o polêmico tema  que envolve a chamada "liberdade de expressão".
Mas, o que seria a tal "liberdade de expressão"? Para que serve?
Apesar de ainda não compreender totalmente a origem, o sentido da vida e o nosso destino, de uma coisa tenho a mais pura convicção: o mínimo que devemos buscar, nesta breve trajetória chamada vida, é evoluirmos através do crescimento moral, intelectual e espiritual.
Mas, para tanto, é imprescindível que desatemos os nós gerados pela miopia de nossos dogmas, ampliando sempre nossa visão para novos horizontes. E isto é facilitado, sobremaneira, pela livre expressão humana, que se concretiza através de sentimentos, palavras, gestos e condutas.
Todavia, é fundamental lembrarmos sempre que cada povo tem seus condicionamentos históricos, culturais, políticos, sociais e religiosos, trazendo um elevado grau de relatividade às percepções de cada um.
Isto, algumas vezes, conscientemente ou não, transforma a liberdade de expressão em instrumento de agressão.
Qual a solução, então? Definitivamente não passa pela estupidez de atentados terroristas e nem pelo impedimento de se expressar livremente, fato que só beneficia desonestos e aproveitadores. Mas se torna imperativo que tal liberdade não se transforme num instrumento da prática do mal.
A solução desta equação faz parte da evolução humana. É preciso ampliar as concepções e, principalmente, aprimorar os sentimentos, sempre em busca da perfeição moral, adaptável a todos os povos.
É difícil? Claro que sim. Se fosse fácil, chamaria "gol da Alemanha".
Mas é possível, desde que possamos colocar em prática duas pequenas coisas: a compreensão e o bom senso.
Para coibir abusos, sobram as instituições jurisdicionais, que também podem ser aperfeiçoadas pelas contribuições advindas da liberdade de expressão.

sábado, 10 de janeiro de 2015

NÃO TEM A MENOR NECESSIDADE



Passamos a maior parte de nossa vida buscando alcançar aquilo que consideramos valioso. Assim, até os nossos sonhos são direcionados para a busca incessante de valores que possam saciar nossa fome de crescimento e de felicidade.
Nesta jornada, caracterizada pelo subjetivismo próprio do ser humano, cada um estabelece os seus valores prioritários.
Dinheiro, poder, progresso, sucesso, são alguns dos valores mais buscados pelas pessoas. Mas o curioso é que o grau de importância de tais valores muda sistematicamente, em função de uma constante mudança nos impactos que tais valores nos causam.
De repente, um aumento imenso da saudade, e passamos a sentir uma incontrolavel falta das pessoas queridas e até de coisas.
É neste momento que começamos a valorar com mais ênfase o carinho, o amor, as amizades, a família, o cachorro, a comida, enfim, tudo aquilo que representa nossas origens e que nos dão um bem estar inigualável.
Somente nós sabemos exatamente o que significa e representa cada um de nossos mutantes valores, mas certamente eles também significam e representam algo para outras pessoas.
Assim, devemos sempre aproveitar nossas experiências para aperfeiçoarmos nossa capacidade de avaliação dos valores, de modo a fixarmos bem o que realmente é mais importante para nossa vida.

"O sol faz muita falta. Aliás, essa temporada fora faz a gente perceber o que realmente faz falta. E o que não tem a menor necessidade."
Diogo Bahia 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

DIÁLOGO PAPAL

- Não aguento mais esta tua soberba! Aliás, soberba  não. Na realidade é puro narcisismo. Por acaso você se acha imortal?
- Imortal não. Apenas indispensável.
- Acho que você deveria exercitar mais sua autocrítica.
- Eu não tenho tempo para estas frescuras. O trabalho me toma todo o tempo.
- E quando é que você vai usufruir dos seus ganhos? Porque o que se vê é apenas um enorme estresse.
- Não é bem assim. Eu apenas tenho a responsabilidade de fazer as coisas progredirem.
- Uma coisa é certa: o corpo reage e se manifesta através das doenças.
- Que exagero!
- Não é exagero. Você está vivendo numa total dependência de seus pontos de vista, esquecendo até das questões espírituais.
- Neste  ponto eu concordo parcialmente. Realmente estou meio afastado da igreja. Mas em compensação, desenvolvi mais meu lado místico.
- Isto vai te levar a um vazio espiritual. Dai para a perda da noção da realidade é um pulo.
- Por que isto aconteceria?
- Porque este caminho valoriza mais a fofoca do que os fatos concretos, propiciando o oportunismo de falsos amigos.
- Não estou nem aí. O que importa é que todos fazem o que mando.
- Esta indiferença causa outro problema: a perda da sinceridade e do calor das relações humanas.
- Que relações humanas, que nada! Um homem de sucesso precisa ser severo.
- Eu já acho que isto é medo ou insegurança.
- É você que não entende que para ficar rico é preciso agir assim.
- Pois eu digo que a busca desenfreada da riqueza é apenas uma tentativa de preencher o vazio existencial em seu coração.
- Pode ser. Mas depois que alcançamos o poder e o convívio com os grupos dominantes, fica difícil fazer diferente.
- Mais difícil é constatar, tardiamente, que não conseguiu alcançar o maior bem que a vida pode propiciar: a felicidade.

sábado, 22 de novembro de 2014

AFRONTANDO A SOBERANIA

"Existem pessoas que acham que o futebol é tudo na vida. Estão erradas. É muito mais que isto!"
Deixando a ironia de lado, quero iniciar uma abordagem mais séria sobre o esporte bretão em nosso país.
O esporte é componente essencial da sociedade, se transformando na maioria das vezes em paixão, mobilizando um grande número de pessoas no mundo inteiro.
É notório que o futebol é o esporte mais popular do mundo e, no Brasil, é um dos mais importantes elementos de formação da identidade nacional, integrando a formação cultural de nosso povo, influenciando inclusive a economia, a sociedade e a política do país.
Desta forma, e em virtude desta importância, é inexplicável o completo afastamento, por parte dos poderes constituídos, em relação a este tema, assumindo na prática uma vergonhosa submissão às principais associações internacionais e até mesmo nacionais, numa clara afronta à nossa soberania.  
Os princípios básicos reguladores do esporte no Brasil são estabelecidos pela Constituição Federal, que consagra o princípio da autonomia desportiva, segundo o qual as pessoas físicas e jurídicas têm a faculdade e liberdade de se organizarem para a prática desportiva sem a interferência estatal no seu funcionamento, desde que respeitado o princípio da soberania.
Claro fica, então, que tal autonomia refere-se à organização e funcionamento, voltados para a prática desportiva. Em relação a outras questões, tais como, relações societárias, empresariais, trabalhistas, obrigações fiscais, previdenciárias e outras delas decorrentes, devem obedecer a legislação brasileira, aplicável a cada caso.

Na prática, porém,  as entidades que administram o desporto no Brasil e representam o país junto aos entes internacionais, parecem possuir uma autonomia maior do que deveriam ter. No caso do futebol, a CBF, membro integrante da FIFA e que se submete às suas normas, em diversas ocasiões toma decisões e se manifesta com flagrante afronta aos direitos fundamentais previstos em nossa constituição. Quem já não ouviu a ameaça de impedir que clubes que utilizem a justiça comum participem dos campeonatos organizados por eles? O Poder destas instituições, alimentado pelo receio de exclusão dos clubes, é tão grande que transforma-se num poder paralelo ao da soberania.
É evidente que não estou sugerindo a ingerência política no esporte. Todos sabemos de quão perniciosa se torna esta interferência. Não obstante, é inadiável e imprescindível estabelecermos limites à atuação deste "poder paralelo", começando por fazer valer os princípios constitucionais, que protegem e asseguram a nossa dignidade e nossa cidadania.
Como? Abordarei isto em outra postagem.