sábado, 8 de fevereiro de 2014

BLUSA TOMARA QUE CAIA E SAIA TOMARA QUE SUBA



Conhecido nacionalmente pelos atrativos decorrentes do frio, o Rio Grande do Sul experimenta neste verão o outro lado da moeda, pois nas últimas semanas tornaram-se comuns temperaturas acima de 40°C.
Com novos recordes de calor, a capital, Porto Alegre, ganhou o irônico apelido de “Forno Alegre”.
Há oito anos morando por aqui, já havia me acostumado com o calor verificado no verão, mas neste está sendo quase que insuportável. O calor tem sido extremado em todo o estado, inclusive na serra gaúcha, ícone nacional de inverno.
Segundo os meteorologistas, as temperaturas estão altas devido a uma grande massa de ar quente e seco que está atuando sobre as regiões. Ainda segundo os entendidos, o ar seco inibe a formação de nuvens e com isso provoca a elevação das temperaturas.
Um dos maiores meteorologistas do Brasil, Eugenio Hackbart, da Metsul, diz: “Esta bolha de ar quente, que explico no site da MetSul, estará associada a bloqueio atmosférico que manterá a instabilidade (chuva) estacionada sobre o Centro da Argentina e o Uruguai. Aí teremos os dois grandes fatos da semana: onda de calor poderosa aqui e chuva extrema no Prata”.
Esta inesperada e impressionante onda de calor, por dias seguidos atingindo máximas acima de 40ºC, pode transformar este início de ano no mais quente da história.
Mas, apesar das explicações técnicas, nada me tira da cabeça que este fenômeno nada mais é do que a reação da natureza às ações de um velho e conhecido vilão: o ser humano.
A exploração econômica irracional dos bens naturais, as emissões excessivas de gases provocando o efeito estufa, o volume descomunal de lixo com componentes não recicláveis, o desmatamento desenfreado, a superpopulação, o crescimento desordenado das cidades, dentre outros aspectos, contribuem sobremaneira para estas estranhas modificações climáticas.
Enquanto procuramos uma caminhada mais sensata da humanidade, teremos que conviver com os “gritos” da natureza.
E, em relação ao calor, só quem vive aqui sabe do desconforto que ele causa.
Mas, como tudo na vida, sempre há um lado positivo. Este calor excessivo está contribuindo de forma decisiva para o belo look feminino do verão: blusa tomara que caia e saia tomara que suba.
Ai, que calor...!!!!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

DESDE 1986



Há exatos vinte e oito anos eu nasci. Não como um bebê, iniciando a vida, mas sim como pai, iniciando uma nova vida.
É impressionante a capacidade que determinados acontecimentos têm de se tornarem marcantes e especiais! E o nascimento de um filho (ou seria de um pai?), sem dúvida nenhuma, é um deles.
Muda tudo!
Mudam os horários de dormir e acordar, muda a rotina diária da casa, bem como a dos passeios e dos programas sociais. Mas, o que numa análise superficial sugere momentos de maior cansaço e desconforto, incrivelmente trás uma satisfação que somente quem é pai pode atestar.
Muda tudo, mas para melhor!
É o tal amor incondicional? É a gratificação pela responsabilidade de transmitir valores para um ser inicialmente tão indefeso? É o fato de podermos ser úteis e servir efetivamente a alguém? Ou seria tudo isto e mais alguns motivos?
O fato é que a partir deste momento a vida do pai, para este, passa a ter menor importância que a do filho.
E como é gratificante conviver com os filhos! De um preocupante momento inicial, decorrente da falta de experiência, para um verdadeiro êxtase motivado pela indescritível satisfação de abraçar e receber um sorriso em retribuição, bastam apenas algumas horas.
E com o passar do tempo, a constatação de que todo o esforço despendido contribuiu para a formação de uma pessoa de caráter e de princípios exemplares e indeléveis, nos faz sentir que viver vale a pena.
Todo pai gostaria de ter mais tempo para conviver com os filhos, e eu não sou diferente. Mas as necessidades da vida moderna acabam por distanciá-los. Eu convivo com isto desde que mudei do Rio de Janeiro para Porto Alegre, quando meu filho ficou por lá para terminar a faculdade, e onde está até hoje.
Apesar da saudade que a distância provoca, agradeço a Deus por tê-lo radicado onde é feliz. E mais ainda: tenho orgulho de ter contribuído minimamente com a formação de uma pessoa exemplar, admirado por todos que o conhecem, sobretudo pelos valores positivos que exercita.
Parabéns, Diogo!
Obrigado por tudo que você fez e continua fazendo por nós. Te amo, meu filho!

sábado, 18 de janeiro de 2014

EX PAÍS DO FUTEBOL?

O futebol está de volta no "país do futebol"! Começam neste final de semana os campeonatos estaduais.
Mas ainda fazemos jus a este título? Afinal em qual quesito estamos na frente dos outros países?
Quantos craques na acepção da palavra são revelados anualmente no Brasil, nos dias de hoje? Nem sombra de tempos outrora.
O público presente nos estádios é bem menor do que se verifica em outros campeonatos estrangeiros.
A gestão de nossos clubes e dos órgãos que regulamentam a prática deste esporte aqui é de um amadorismo gritante! sem falar dos oportunistas e desonestos.
O endividamento cresce assustadoramente. Em relação às arbitragens, nem é bom comentar. 
Na verdade, estamos vivendo das glórias do passado, deitados nos cinco títulos mundiais e da participação em todas as copas anteriores.
Tem caráter de urgência, urgentíssima, a modernização deste que, mais que um esporte, é um grande patrimônio cultural.
O futebol hoje é um negócio e, como tal, deve se aperfeiçoar não só técnica e taticamente, mas também em áreas que anteriormente eram afeitas às indústrias, tais como gestão, marketing, estatística e finanças. Evidentemente o treinamento técnico e tático, bem como a preparação física, ainda têm papel preponderante, mas a qualidade e a sustentabilidade dos clubes passam pela implementação de atividades de pesquisa, de psicologia, de análise de desempenho, marketing esportivo, comportamento organizacional, planejamento financeiro, dentre outras.
E estamos longe do patamar exigido por esta nova conjuntura.
Mas me incomoda sobremaneira a forma como se estabeleceu e se disputa o campeonato brasileiro. Aí está, na minha opinião, um dos principais motivos da perda de nossa hegemonia.
Nunca fomos exemplo de gestão esportiva, porém sempre fomos um verdadeiro "celeiro" de craques. Porém, este celeiro está bem próximo do fim, pelo modelo estapafúrdio de campeonato copiado da Europa, onde a grande maioria dos países tem área geográfica menor do que a dos estados brasileiros e uma quantidade ínfima de clubes de futebol.
Seguindo esta filosofia inadequada para nossas características, foi estabelecido uma perniciosa prioridade ao campeonato brasileiro, em detrimento dos campeonatos estaduais. Assim, somente poucos "privilegiados" tem atividades para toda a temporada, relegando milhares de outros clubes a um cruel ostracismo, que os obrigam a fechar as portas por meses seguidos, pois suas atividades se limitam aos campeonatos estaduais, que foram desvalorizados e encurtados para pouco mais de três meses.
E o que isto traz de consequências? Simplesmente reduziu drasticamente a formação e a revelação de novos craques, na medida em que a maioria dos pequenos clubes, que formavam jogadores aos montes, agora montam times com os chamados "boleiros", para cumprirem tabela nos estaduais e paralisam suas atividades no resto do ano.
E dá-lhe empresário ganhando dinheiro junto aos combalidos clubes! Qualquer jogador meia-boca, custa os olhos da cara, sem falar nos salários irreais.
O mais curioso é que as grandes rivalidades continuam sendo observadas nos âmbitos estaduais. Qual rivalidade é mais acentuada? É a que se constata entre Palmeiras e Corinthians ou Palmeiras e Cruzeiro? É entre a dupla Grenal ou entre Internacional e Vasco?
Não tem nenhuma lógica priorizar um campeonato que exige deslocamentos quase que continentais, se se pode incentivar e valorizar os estaduais, e de quebra garantir atividades para o ano inteiro, para que os clubes voltem a revelar talentos.
É evidente que precisamos de um campeonato nacional, mas de forma racional. Por que não organiza-lo nos moldes de uma copa do mundo? Teríamos um estado-sede, onde durante um aceitável período de tempo se faria a disputa, com os estaduais servindo de classificação e indicação dos clubes.
O fato é que precisamos agir rapidamente no sentido de se buscar estabelecer uma política mais adequada e que garanta a recuperação, o desenvolvimento e a perenizacao no Brasil deste esporte que é sinônimo de paixão e de emoção para a grande maioria da população.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

MAIS PRÓXIMO DE CEM DO QUE DO NASCIMENTO

- Feliz ano novo!
- Isto é apenas uma exortação ou um compromisso?
- Exorta o quê?
- Exortação é quando falamos algumas palavras de incentivo, mas não executamos nenhuma outra ação que contribua.
- Ai, meu Deus! Eu só desejei um feliz ano novo.
- Mas este é o problema. Na maioria das vezes fazemos apenas exortação e não agimos de forma a efetivar tal desejo.
- Jesus amado! E estamos apenas no primeiro dia do ano. Você quer dizer que, além de desejar um feliz ano novo, a responsabilidade para que isto aconteça é minha?
- Não. O que estou dizendo é que devemos dar a nossa contribuição para que aconteça.
- Você pode dar um exemplo?
- Imagine que você deseje um feliz ano novo para alguém, mas durante boa parte do ano não lhe ajuda no que pode, trata-o mal, com indiferença, com egoísmo, ou até com falta de respeito. Assim você não está contribuindo para que este alguém tenha um ano feliz. Ficou só na exortação.
- Acho que agora estou entendendo. Você está dizendo que nossas atitudes podem contribuir para que as pessoas sejam felizes,  certo?
- Exatamente! Portanto, quando desejar um feliz ano novo, assuma o compromisso de contribuir para que isto aconteça, por menor que seja a sua parcela de contribuição. Se todos fizermos isto, certamente seremos mais felizes.
- Gostei. Começou o ano inspirado, né? Deve ser porque está de aniversário hoje...
- Não sei se isto dá mais ou menos inspiração, mas com certeza dá mais vontade de me tornar uma pessoa melhor. Afinal estou cada vez mais próximo dos cem do que do nascimento.
FELIZ 2014!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

GRATIDÃO E AMOR INFINITO

Que amor é este que nos acolhe antes mesmo de nascermos?
Que sentimento é este que nos faz sentir que somos a coisa mais importante do mundo?
Que mágica é esta que transforma uma enorme sobrecarga de trabalho em alegria?
O que explica tamanha dedicação, sem exigir nada em troca?
Como entender que a felicidade de quem assim ama, passa pela felicidade dos amados?
Este é o verdadeiro amor! Incondicional e eterno! Capaz de nos surpreender, já “cinquentões”, como se fôssemos ainda crianças. E para eles ainda somos...!
Pais! Quanto amor! Quantos ensinamentos! Quanto desprendimento pelos filhos!

Meus pais! Quanta luta para nos propiciar uma vida feliz! Mesmo agora, já aposentados, quando poderiam desfrutar de uma pequena parcela resultante do enorme esforço, preferem investir na velha tradição do Papai Noel, nos remetendo aos tempos felizes de criança, quando dormíamos com a certeza da vinda do bom velhinho e acordávamos com um monte de presentes embaixo da cama.
E diziam: “no Natal não existe nada mais gratificante do que acordar com o barulho dos embrulhos de presentes sendo rasgados e as expressões de alegria dos filhos”.
Então voltemos a ser crianças! Escutem, pois, os quatro filhos abrindo seus presentes e gritando de alegria. Dispersos de sul a norte deste Brasil, mas morando num mesmo lugar: no coração dos melhores pais do mundo.

Gratidão e amor, por este amor infinito!
Feliz Natal!

domingo, 15 de dezembro de 2013

TRISTEZA FAZ MAL À SÁUDE

Podemos caracterizar a filosofia como uma antecessora e base para o desenvolvimento da ciência. E, transcorridos alguns séculos desde as primeiras manifestações filosóficas, ainda nos deparamos com definições antigas, se considerarmos as datas em que foram proferidas, porém muito atuais pela aderência aos dias de hoje.
É óbvio que muita coisa ficou ultrapassada, porém a essência resultante da busca do entendimento das regras que governam nossa vida, permanece atual.
René Descartes, famoso filósofo francês, se notabilizou pelo esforço em explicar as manifestações humanas dentro de princípios e conceitos racionais. Partindo da premissa de que o corpo e a mente eram elementos distintos na constituição do ser humano, desenvolveu a tese das "Paixões da Alma", onde definiu paixão como sendo percepções, sentimentos e emoções distintos daqueles gerados pelos nossos sentidos e que tem o poder de limitar a imposição de nossas vontades, pela força das emoções que gera.
Em palavras apropriadas para aquela época, Descartes nada mais fez do que constatar e tentar encontrar a solução para uma das nossa maiores limitações: a dificuldade que temos em controlar nossa mente nos momentos em que uma forte emoção atua sobre nossos sentidos, direcionando negativamente nossos pensamentos.

Tais estudos concluíram que as paixões, no conceito de Descartes, e por tudo o que nelas existem de irrazoável, mudam as nossas opiniões e as nossas resoluções, gerando  juízos falsos ou incertos.

Ainda não temos uma solução definitiva para este tema, porém uma brilhante e audaciosa conclusão do filósofo se mostrou indubitavelmente verdadeira: o amor e a alegria são bem melhores para a saúde do que o ódio e a tristeza.
Alguém duvida?

domingo, 1 de dezembro de 2013

O QUE (AINDA) HÁ DE BOM NO FUTEBOL

Não restam dúvidas que o futebol, maior fenômeno esportivo do mundo, mudou muito e, em vários aspectos, para pior. Acho inadmissível o poder exercido pela FIFA que se auto proclama dona deste esporte e que tem hoje tanta força, que fere inclusive o princípio da soberania de diversos países, incluindo o Brasil.
Por notório, excesso de poder gera desmandos, corrupção, injustiças e outros absurdos, que são estendidos e praticados também por boa parte das Confederações espalhadas mundo a fora, e suas respectivas federações.
É preciso citar também o despreparo e desonestidade de muitos dirigentes de clubes de futebol, além dos eternos problemas com as arbitragens. Sem esquecer da crescente violência fomentada, não pelos verdadeiros torcedores, mas por marginais que, intitulados de "torcida organizada", praticam crimes quase sempre impunemente.
Todavia, a emoção que este fenômeno esportivo ainda provoca, é quase que insuperável, seja em qual divisão que se disputa, seja em busca do título, seja fugindo do rebaixamento.
E as emoções têm o condão de nos remeter às boas lembranças. E ontem tive mais uma oportunidade de vivenciar isto, acompanhando a luta do querido Atlético Goianiense para se manter na série B do brasileirão. Após uma merecida, porém dramática vitória, recebi a ligação de meus pais, que de Goiânia compartilharam a alegria daquele momento.
De imediato me veio à mente momentos felizes de minha infância, no bairro de Campinas, e as intermináveis discussões sobre futebol na oficina dos Marinari. As peladas em chão batido pelos lotes baldios do Setor Oeste. Os jogos no estádio Antônio Accioly, de mãos dadas com meu pai e meu irmão. O retorno para casa, onde, qualquer que fosse o resultado, teria o carinho de minha mãe e de minhas irmãs.
Independentemente das mazelas que teimam em impregnar o futebol, não podemos deixar de procurar tirar dele o que há de melhor na paixão pelo esporte: a capacidade de unir as pessoas e gerar emoções positivas.