domingo, 5 de agosto de 2012

NÃO SEI POR QUÊ. SÓ SEI QUE É ASSIM.

Deduzir é chegar a novas verdades a partir de verdades conhecidas: “Todo ser humano pensa. Eu sou um ser humano, logo, penso”.
Apesar da dedução ainda ser um dos métodos mais usados para buscarmos a verdade, evidentemente não é totalmente confiável. Mas ainda assim a grande maioria das pessoas continua a dar caráter de verdades absolutas às suas próprias deduções.
E dá-lhe injustiças...!
É preciso entender que, mesmo sendo verdadeiros os fatos e afirmações iniciais, o nosso raciocínio pode não ser válido, podendo gerar entendimentos equivocados.
“Humanos são mamíferos. Dedé é mamífero. Logo, Dedé é um humano”. Mas, mesmo sendo as primeiras afirmações verdadeiras, Dedé pode ser apenas o cachorro da casa, que também é mamífero.
Isto acontece até na matemática, a rainha das ciências exatas. Pode-se provar, por dedução, que 1 é igual a 2 (1=2). Senão vejamos (peço desculpas à maioria que detesta esta matéria, mas se tiverem alguma dificuldade, sempre tem por perto um engenheiro ou outro profissional representante desta classe de malucos que, além de gostarem de matemática, adoram explicar estas coisas, dizendo que é muito fácil...):
Seja a = b. Então:
a² = ab.
a² + a² = a² + ab
2a² = a² + ab
2a² - 2ab = a² + ab – 2ab
2a² - 2ab = a² – ab
Que pode ser escrito assim:
2(a² - ab) = 1(a²  – ab)
Dividindo ambos os lados por (a² – ab), temos que: 2 = 1.
Apesar das afirmações iniciais serem verdadeiras, é evidente que a conclusão não é. Se isto acontece numa ciência exata, imaginem em relação às deduções sobre fatos do dia-a-dia, carregadas da subjetividade própria do ser humano, decorrentes de suas percepções.
É preciso cuidar para que nossas deduções não se transformem em mais um instrumento gerador de ingratidões e injustiças.
Deduzo que me fiz entender...








domingo, 29 de julho de 2012

POR QUE PARAMOS DE CORTAR O SETE?

Tudo na vida tem um propósito! Porém, muitas vezes não sabemos qual, e acabamos tomando decisões que desvirtuam o sentido original.
Vejam o exemplo dos símbolos que atualmente representam os algarismos. Conhecidos como números arábicos (apesar de curiosamente terem origem na Índia), sua grafia original obedecia a uma forma lógica, onde a quantidade que o símbolo exprimia era igual ao número de ângulos nele existentes. Para melhor visualização, segue abaixo as representações originais, com os ângulos assinalados pelas bolinhas pretas:
Entenderam por que o sete era cortado?
Aí vem uma cabeça iluminada e decide eliminar o corte do número sete.
Hoje, com a massificação dos símbolos atuais isto não faz muita diferença, mas no início dos estudos numéricos, certamente facilitava em muito o entendimento.
Este é apenas um pequeno exemplo acerca da importância do conhecimento como suporte da eficácia das decisões.
A maioria das corporações tem uma quantidade enorme de dados que, se não transformados em informação, não têm significado relevante para a tomada de decisão, pois não reduzem as incertezas.
Porém estes dados são a matéria prima para a produção da informação, que nada mais é que um conjunto de dados contextualizados e com significado, de modo a embasar as decisões.
E a informação, por sua vez, é a matéria prima do conhecimento, que pode ser definido como a compreensão, com a devida internalização, das informações obtidas.
Quanto maior nossa capacidade de compartilhar informações e conhecimentos, melhor será nossa eficácia na tomada de decisões, contribuindo assim para a garantia da integridade de nossos “setes”, e consequentemente, do sucesso das organizações.

domingo, 22 de julho de 2012

A MAGIA DO CASAMENTO

“Gostei tanto do casamento que ainda pretendo me casar mais umas cinco vezes...!”
Nestes tempos de banalização do casamento, esta piadinha reflete o pensamento de uma parcela da sociedade que, por motivos diversos, encaram este sacramento como algo ruim e sem valor.
Respeito a opinião e a experiência vivida por todas as pessoas, mas discordo peremptoriamente deste posicionamento.
Ao contrário, entendo que o casamento pode ser belo e valioso, desde que saibamos explorar os valores que dele podem ser extraídos.
Mas é preciso ter a exata consciência destes valores. De que adianta termos uma joia de raro valor, se não sabemos ou não queremos usá-la? Se a deixarmos guardada ou jogada em qualquer canto, ela não poderá refletir a sua beleza.
Da mesma forma, precisamos usufruir o casamento como algo valioso, sob pena de destruí-lo pouco a pouco.
É preciso lembrar, constantemente, que ele é a continuidade de um rico caminho percorrido, desde quando o casal se encontrou pela primeira vez, e sentiu as primeiras emoções de conviver momentos agradáveis e de se descobrirem. Desde então, foram infinitos sentimentos compartilhados e que geraram um desejo de proteção recíproco. E, mais do que isto, a certeza de que é possível amar e desejar o bem do outro.
Se nos conscientizarmos que a beleza do casamento não está simplesmente na festa, mas na busca mútua da felicidade, teremos a força necessária para suplantarmos as provações, o cansaço, as dificuldades e as decepções que a vida nos prega.
Mas para usufruirmos desta graça, é imprescindível desenvolvermos o autoconhecimento, de forma que possamos exercitar o amor e o perdão, fatores básicos para a manutenção de qualquer relação.
Vivenciando neste momento os preparativos e as expectativas de casamentos de pessoas próximas e que amo, reforço a convicção que a magia e a felicidade de nos unirmos a outra pessoa é indescritível e nos possibilita alcançar o bem mais valioso que podemos almejar: sermos felizes com a pessoa amada.



“Tende um mesmo amor, um mesmo coração; procurai a unidade (….) Que cada um não olhe só por si mesmo, mas também pelos outros” (Fil. 2, 1-11).

domingo, 8 de julho de 2012

ABELHAS, PIRÂMIDES, GALÁXIAS E UMA COISA EM COMUM

Qual a semelhança entre as abelhas, as pirâmides, e as galáxias? Isto não é uma pegadinha ou piada. Trata-se da constatação da presença da constante Phi (pronuncia-se fi) em todos eles.
Esta constante, de valor 1,618, é encontrada no cálculo da relação entre o número de abelhas fêmeas e abelhas machos numa colmeia. Este mesmo valor também caracteriza as pirâmides egípcias, quando se calcula a relação entre a pedra de baixo com a de cima. E da mesma forma, nas galáxias, as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618.
As discussões acerca deste tema se intensificaram após o matemático Leonardo Fibonacci estabelecer a sua famosa sequência matemática: a Série de Fibonacci. Em seus estudos acerca da reprodução de coelhos, contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações, chegou a uma conclusão interessante, qual seja, a partir de dois coelhos, eles aumentavam numa proporção tal que o número posterior era igual à soma dos dois anteriores: 1; 1; 2; 3; 5; 8; 13; 21; 34; 55; 89; 144...
Calculando a relação entre cada um destes números e seu anterior, na média encontramos o valor de 1,618. Temos aí a constante Phi!
Intrigados com isto, vários cientistas começaram a estudar a natureza visando encontrar o que ficou conhecido como a “Divina Proporção”.
E foi Leonardo da Vinci quem descobriu que o corpo humano, maior criação de Deus, obedece à Proporção Divina em várias de suas medidas, dentre elas as seguintes: na relação entre a altura da pessoa e a medida entre o umbigo e o chão; a medida do braço inteiro pela medida entre o cotovelo e o dedo; o dedo inteiro pela medida entre a dobra central e a ponta do dedo; a perna inteira pelo tamanho do joelho ao chão.
Utilizada na criação de obras de arte, esta relação passou a ser considerada a proporção ideal, na busca da beleza perfeita.
Coincidência? Se for, não para por aí. Várias outras relações da natureza apresentam este mesmo valor.
É a matemática como instrumento da manifestação divina na terra e no universo!
Yo no creo en brujarias, pero que las hay, las hay...!

domingo, 24 de junho de 2012

FAÇAM O QUE EU FALO, MAS NÃO OLHEM O QUE EU FAÇO

O ser humano pode ser dividido em dois grandes grupos: os que louvam a virtude e os que a praticam. Os integrantes do primeiro grupo se especializam apenas em discursos, já os do segundo são exemplos por suas ações e coragem. Infelizmente o primeiro grupo tem crescido exponencialmente enquanto o segundo perde cada vez mais representatividade.
A sociedade cada vez mais passa por cima da ética na busca do luxo e do esplendor. Isto tem feito com que o progresso material, em muitas situações, seja alcançado em prejuízo dos costumes e da virtude.
As pessoas estão se tornando surdas à voz do coração, calando com isto a voz da consciência, que tem o dom de nos esclarecer naturalmente, balizando nossas atitudes dentro de preceitos virtuosos.
É inadiável que retomemos a prática de ensinarmos pelo exemplo. Mais do que pregar a virtude e a liberdade em livros e escolas, precisamos praticá-las.
Somente assim reforçaremos o vigor da alma, retomando o caminho da simplicidade e da coragem, e excluindo o estilo “brilhante” da civilização moderna e escravizada.



P.S.: Apesar da atualidade do tema e de redigir com minhas palavras, apenas sintetizo o discurso de Jean-Jackes ROUSSEAU na Academia de Dijon, em 1749, a partir de quando se tornou uma celebridade.

terça-feira, 12 de junho de 2012

QUE SEJA ETERNO ENQUANTO ETERNO


No início, uma enorme ansiedade, combinada com uma vontade imensa de agradar. Começa assim o delicioso processo da conquista.
O coração dispara só de ouvi-la e não medimos esforços para transformar qualquer encontro em um momento divertido e emocionante. E cada momento juntos é capaz de despertar as melhores emoções. E, mesmo separados, as recordações destes momentos nos fazem sentirmos próximos. Parece até que a felicidade existe!
“Quer namorar comigo?” Como uma frase tão simples, às vezes se torna tão complicada para ser dita!
E como é bom namorar! No início de um namoro, fazemos de tudo para propiciar a felicidade da outra pessoa, oferecendo amor e compromisso com ela. Sentimos prazer em tudo que fazemos e exercitamos a arte da conquista diariamente.
Algo tão gostoso não pode desaparecer ou adormecer embalado pela rotina do dia-a-dia. Mais do que viver, conviver é a base para a felicidade. Se a essência da vida está nos relacionamentos, é no relacionamento amoroso que consagramos nossa felicidade. E para que este amor não tenha a chama de seu fogo apagada, é imperativo que continuemos a namorar, pois além de continuar mostrando que amamos, a pessoa amada precisa sentir-se...amada!
Namorar é tornar a vida mais suave e só faz bem! Não importa a idade, o estado civil ou a religião. Para namorar, basta continuarmos exercitando a velha arte da conquista, mantendo o prazer de agradar a pessoa amada. É fundamental falarmos de amor, mesmo não usando palavras. Uma lembrança, um olhar ou um toque às vezes falam muito mais. Quem sabe, até um post pode servir?
Mônica, quero continuar namorando contigo! Sempre! Te amo!
Feliz dia dos Namorados!

sábado, 2 de junho de 2012

ZARATUSTRA AINDA FALA

Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) ou simplesmente NIETZSCHE, alemão autor de “Assim Falou Zaratustra”, tornou-se um dos mais polêmicos filósofos, não só pelas suas obras, de difícil compreensão, mas também pelas críticas negativas aos principais expoentes da filosofia e da religião.
Não obstante,  assim como a maioria das obras dos gênios da filosofia antiga, alguns ensinamentos de Nietzsche parmanecem revestidos de uma atualidade impressionante.
Na sua obra “Crepúsculo dos Ídolos”, ele defende a necessidade da criação de novos valores, suscetíveis de celebrar a vida e que possam intensificar o seu poder, tendo em vista o argumento de que os valores vigentes à época decorriam de um mundo irreal, produto da crença em ídolos, e que serviam apenas às necessidades específicas das classes dominantes.
Quando ele se refere a “ídolos”, não está se limitando às falsas divindades criadas pelo homem. Inclui todos que geram uma modalidade afetiva de veneração, respeito e apego, e que exprimam a vontade de “desvalorizar a vida por um mundo melhor”.
Mudou alguma coisa? Os valores religiosos estão cada vez mais díspares, dependendo de qual religião, seita ou doutrina que se segue. Os valores morais, então, nem se fala! Definitivamente, com a diversidade e a flexibilidade de conceitos propiciados pelo mundo moderno, os valores morais não podem ser considerados como sendo a verdade em si. Até porque, com a máscara de agente indutor da melhora da humanidade, sempre privilegiou algum tipo de ser humano ou procurou “domesticar” a própria humanidade.
O que dizer dos valores transmitidos pelos ídolos artísticos? Sem comentários...

Poderíamos acrescentar os ídolos corporativos, tema este que por si só já daria assunto para várias publicações.
Mas o fato é que, transcorridos mais de cem anos, concordando ou não com os preceitos de Nietzsche, somos obrigados a concordar que o tema continua extremamente atual, não restando dúvidas que, cada vez mais, precisamos nos aperfeiçoar enquanto seres humanos, evitando nos transformarmos em ídolos nefastos ou evitando que a influência destes nos cegue e nos direcione para uma vida sem estilo.
 Sucesso a todos que têm a coragem de sair em busca de novos sonhos e de novos valores!

"Como são múltiplas as ocasiões para o mal-entendido e para a ruptura hostil!"
                                                                                                          Nietzsche