sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

DIÁLOGO PAPAL

- Não aguento mais esta tua soberba! Aliás, soberba  não. Na realidade é puro narcisismo. Por acaso você se acha imortal?
- Imortal não. Apenas indispensável.
- Acho que você deveria exercitar mais sua autocrítica.
- Eu não tenho tempo para estas frescuras. O trabalho me toma todo o tempo.
- E quando é que você vai usufruir dos seus ganhos? Porque o que se vê é apenas um enorme estresse.
- Não é bem assim. Eu apenas tenho a responsabilidade de fazer as coisas progredirem.
- Uma coisa é certa: o corpo reage e se manifesta através das doenças.
- Que exagero!
- Não é exagero. Você está vivendo numa total dependência de seus pontos de vista, esquecendo até das questões espírituais.
- Neste  ponto eu concordo parcialmente. Realmente estou meio afastado da igreja. Mas em compensação, desenvolvi mais meu lado místico.
- Isto vai te levar a um vazio espiritual. Dai para a perda da noção da realidade é um pulo.
- Por que isto aconteceria?
- Porque este caminho valoriza mais a fofoca do que os fatos concretos, propiciando o oportunismo de falsos amigos.
- Não estou nem aí. O que importa é que todos fazem o que mando.
- Esta indiferença causa outro problema: a perda da sinceridade e do calor das relações humanas.
- Que relações humanas, que nada! Um homem de sucesso precisa ser severo.
- Eu já acho que isto é medo ou insegurança.
- É você que não entende que para ficar rico é preciso agir assim.
- Pois eu digo que a busca desenfreada da riqueza é apenas uma tentativa de preencher o vazio existencial em seu coração.
- Pode ser. Mas depois que alcançamos o poder e o convívio com os grupos dominantes, fica difícil fazer diferente.
- Mais difícil é constatar, tardiamente, que não conseguiu alcançar o maior bem que a vida pode propiciar: a felicidade.

sábado, 22 de novembro de 2014

AFRONTANDO A SOBERANIA

"Existem pessoas que acham que o futebol é tudo na vida. Estão erradas. É muito mais que isto!"
Deixando a ironia de lado, quero iniciar uma abordagem mais séria sobre o esporte bretão em nosso país.
O esporte é componente essencial da sociedade, se transformando na maioria das vezes em paixão, mobilizando um grande número de pessoas no mundo inteiro.
É notório que o futebol é o esporte mais popular do mundo e, no Brasil, é um dos mais importantes elementos de formação da identidade nacional, integrando a formação cultural de nosso povo, influenciando inclusive a economia, a sociedade e a política do país.
Desta forma, e em virtude desta importância, é inexplicável o completo afastamento, por parte dos poderes constituídos, em relação a este tema, assumindo na prática uma vergonhosa submissão às principais associações internacionais e até mesmo nacionais, numa clara afronta à nossa soberania.  
Os princípios básicos reguladores do esporte no Brasil são estabelecidos pela Constituição Federal, que consagra o princípio da autonomia desportiva, segundo o qual as pessoas físicas e jurídicas têm a faculdade e liberdade de se organizarem para a prática desportiva sem a interferência estatal no seu funcionamento, desde que respeitado o princípio da soberania.
Claro fica, então, que tal autonomia refere-se à organização e funcionamento, voltados para a prática desportiva. Em relação a outras questões, tais como, relações societárias, empresariais, trabalhistas, obrigações fiscais, previdenciárias e outras delas decorrentes, devem obedecer a legislação brasileira, aplicável a cada caso.

Na prática, porém,  as entidades que administram o desporto no Brasil e representam o país junto aos entes internacionais, parecem possuir uma autonomia maior do que deveriam ter. No caso do futebol, a CBF, membro integrante da FIFA e que se submete às suas normas, em diversas ocasiões toma decisões e se manifesta com flagrante afronta aos direitos fundamentais previstos em nossa constituição. Quem já não ouviu a ameaça de impedir que clubes que utilizem a justiça comum participem dos campeonatos organizados por eles? O Poder destas instituições, alimentado pelo receio de exclusão dos clubes, é tão grande que transforma-se num poder paralelo ao da soberania.
É evidente que não estou sugerindo a ingerência política no esporte. Todos sabemos de quão perniciosa se torna esta interferência. Não obstante, é inadiável e imprescindível estabelecermos limites à atuação deste "poder paralelo", começando por fazer valer os princípios constitucionais, que protegem e asseguram a nossa dignidade e nossa cidadania.
Como? Abordarei isto em outra postagem.

sábado, 27 de setembro de 2014

NAVEGAR É PRECISO. VIVER, TAMBÉM!

Eu já deveria ter me acostumado com as tormentas do Rio Grande, mas a fúria desta chuva parece ser maior que  a das outras. A noite me parece tensa e a belíssima vista da cidade se transformou num espoucar de relâmpagos intermitentes que teimam em querer mostrar os encantos dela,sem muito sucesso pois, qual uma donzela recatada que se cobre rapidamente quando percebe estar sendo observada, a cidade insiste em se manter oculta.
Nesta tumultuada penumbra, meu pensamento dirige-se em alta velocidade pelo túnel do tempo, com destino à Campininha.
Não dá para entender o tempo. Em determinados momentos, parece que sua velocidade tende a zero e esperar se transforma numa eternidade. Porém, em outras situações, parece que voa.
Ainda me lembro, como se ontem fosse, das alegres brincadeiras de um menino tímido, pelas ruas do bairro berço de Goiânia.
Ah, Campinas! Podias não ter quase nada, mas tinha tudo para mim. O Grupo Escolar Henrique Silva, a Praça Joaquim Lucio, o Cine Eldorado, o Estádio Antônio Aciolly, a Av. São Paulo, dentre outros locais, são recordações gostosas de uma infância feliz.
E mais do que lugares, a presença constante de meu pai me dava a segurança e a proteção que toda criança necessita.
O sonho de ir ao estádio de futebol pela primeira vez, se concretizou com ele. As madeiras e os rolamentos para o primeiro carrinho, foram conseguidas através dele. A primeira pessoa que vi, quando havia acabado de fraturar a clavícula, brincando no colégio, foi ele.
Quase todas as vezes que tinha um tempo livre, me chamava para ir junto, onde quer que fosse. E o principal local para as intermináveis discussões sobre política e futebol era o mercado de campinas, com suas variadas bancas e algazarras rotineiras. Também ficou na memória,os bate-papos na oficina dos primos Marinari. Era conversa de adulto? Mas ele sempre me levava.
Se fosse continuar pensando nesta convivência, ficaria dias só recordando. Mas tais recordações, principalmente num dia como hoje, aumenta a sensação de que, ao sair de minha cidade natal, deixando meus pais, iniciei uma navegação sem volta.
Não! Isto não...!!! Só pode ser pesadelo!

Acordei assustado com o toque do WhatsApp. Era meu irmão, Paulo, avisando que a cirurgia do Santinho foi um sucesso.
Graças a Deus!
Cê é bua não...

sábado, 6 de setembro de 2014

DEDICAÇÃO E COMPETÊNCIA ADMIRÁVEIS

Estudar no exterior!
Este é um dos principais sonhos de estudantes e de profissionais brasileiros em início de carreira. E hoje, a atração pelas melhores universidades do mundo, tem mais fatores motivadores: as exigências de um mercado globalizado e o elevado grau de competitividade no mercado interno.
Mas não é fácil. Todo ano milhares de brasileiros se candidatam a receber bolsas de estudo, de forma a viabilizar o pagamento do curso, da moradia, alimentação e transporte, cujos preços são proibitivos para a grande maioria dos interessados.
Um dos programas mais conhecidos, o Chevening oferece bolsas para estrangeiros que desejam estudar no Reino Unido.
Local onde se concentra boa parte das melhores universidades do mundo, a Inglaterra é um dos países que mais atrai interessados.
Não é difícil concluir, então, que a alegria e a satisfação de ser selecionado são enormes.
E não é para menos. A passagem pelo funil seletivo por si só já é motivo para comemorar. Mas o principal é a oportunidade de obter uma formação especializada, através de instituições consagradas mundialmente pela qualidade do ensino que, se bem aproveitada, transforma-se num insuperável diferencial na carreira, e que certamente propiciará destaque e vantagens ao profissional, pois estará apto a trabalhar inclusive em contextos internacionais.
E dentre as tradicionais universidades britânicas, uma se destaca, se não como a melhor do mundo, certamente como uma das melhores. Trata-se do King's College London, famoso pelos excelentes níveis educacionais  e pelo desenvolvimento de pesquisas de alta qualidade em todas as áreas do conhecimento. Fundada pelo rei George IV e pelo duque de Wellington, então primeiro-ministro, em 1829, o King's College London é a quarta mais antiga universidade na Inglaterra, contando atualmente com mais de 20 mil alunos, de mais de 100 países.
E dentre os melhores cursos de  pós-graduação lá ministrados, destaque para o curso International Tax, que terá como aluno na turma que se inicia neste mês, o querido e admirável Diogo Bahia. 
Parabéns, Diogo! Tua conquista e a certeza do sucesso nos enchem de orgulho.
Estamos contigo!

domingo, 31 de agosto de 2014

A SOLIDÃO COMO DESTINO


Ela é muito minha amiga! Faz parte de minha rede de relacionamentos.
Em tempos de "Network", esta frase se tornou corriqueira.
Mas eu pergunto: é realmente amizade?
Pode até ser, mas na maioria das vezes não constatamos um vínculo genuíno de amizade, e sim um vínculo de relacionamento útil.
E com o exacerbado individualismo que caracteriza os tempos modernos, boa parte das pessoas está se esquecendo da importância dos afetos e da verdadeira amizade.
É claro que, profissionalmente falando, ninguém é obrigado a ser amigo do colega de trabalho. Porém é imprescindível que tenha um bom relacionamento, de modo a possibilitar o alcance dos objetivos da instituição e, por que não dizer, dos seus próprios objetivos.
Não obstante, e por ser onde passamos a maior parte de nosso tempo, é em nosso local de trabalho que temos as maiores probabilidades de fazermos amigos. Por isto é extremamente necessário um claro entendimento acerca dos limites entre a amizade e a atuação profissional.
Neste sentido, não raro acontecem conflitos e contradições.
Uma coisa é ser profissional, agindo em prol dos objetivos da instituição, mesmo que contrarie de alguma forma a um amigo. Se for realmente um amigo e um bom profissional ele não só entenderá, como certamente ajudará.
Outra coisa, porém, é passar por cima de todos os princípios éticos e dos laços de amizade, para alcançar posições mais elevadas e mais bem remuneradas.
Mesmo com o crescente nível de competitividade que caracteriza o meio corporativo atual, não podemos esquecer que somos seres humanos e que a manutenção dos vínculos de amizade é complemento imprescindível ao sucesso profissional, e fundamental para a nossa incessante busca do bem maior, que é a felicidade.
Não podemos descartar amizades sinceras por novos amigos "instrumentais", focando em  interesses individuais e mesquinhos. Isto, além de gerar uma frustração dolorida aos verdadeiros amigos, certamente nos impedirá de viver bem e intensamente, pois o "prêmio" desta atitude se chama SOLIDÃO.

"Ainda que possuísse todos os bens materiais, um homem sem amigos não pode se feliz”
Aristóteles 
    

sábado, 9 de agosto de 2014

EXEMPLO COMPLETO


Não tenho dúvidas que o sentimento mais profundo que o ser humano pode experimentar é o amor incondicional. Também não tenho nenhuma dúvida que esta experiência se materializa, com toda sua força, quando temos nossos filhos. A partir daí, é como se nossos valores se transformassem e até nossas ilusões são trocadas pela indescritível satisfação de conviver e garantir a sobrevivência do pequeno ser. E, mesmo após crescerem, mudam-se as preocupações e as responsabilidades, mas fica o amor infinito. Quem é pai ou mãe, e só quem é pai ou mãe, sabe e sente o que estou falando.
Isto faz com que nos entreguemos e nos comprometemos na missão da criação e da educação de nossos filhos.
Mas, para ser um pai completo, não basta cuidar, ensinar e se dedicar no seu dever. É preciso se re-descobrir diariamente para que, praticando seus próprios ensinamentos, se transforme no melhor exemplo a ser seguido pelos filhos.
Obrigado, Santinho! Pai exemplar, que cumpriu e continua cumprindo integralmente com a missão de nos dar, não só as condições materiais, mas principalmente os princípios e os valores necessários para uma vida digna.
Feliz dia dos pais!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O FIM DA MATEMÁTICA


- Amor, o quê tu tá fazendo?
- Estou vendo algumas curiosidades matemáticas.
- Curioso é alguém gostar de matemática.
- O fato de tu não entender, não tira a beleza e a atração da mais bonita e útil das ciências.
- Sei... A culpa é minha...
- Não. Os culpados são os "algebristas" que não conseguem demonstrar esta beleza.
- Mas o que tem de tão curioso, então?
- O número 142857, por exemplo.
- Cruzes! Qual é a curiosidade disto?
- Se multiplica-lo por dois terá como resultado 285714.
- E daí?
- Se tu fosses mais atenta perceberia que são os mesmos algarismos, dispostos em ordem diferente.
- Estou em êxtase...!
- Vou fingir que não percebi a ironia. Da mesma forma, multiplicando-o por três, por quatro, por cinco ou por seis, teremos sempre os resultados compostos pelos mesmos algarismos, só que em ordens diferentes.
- Realmente é curioso, mas continuo sem ver importância nisto.
- Tendo em vista que vários outros números também apresentam outras "curiosidades" e tirando os matemáticos que consideravam tais números como cabalísticos, com propriedades misteriosas, inúmeros outros desenvolveram estudos mais aprofundados destas propriedades, e que contribuíram para o enorme desenvolvimento da matemática.
- E...?
- Deram assim as condições para o alcance do fim da matemática.
- Esplendido! A matemática está chegando ao fim!
- Engraçadinha! O fim a que me refiro é o de finalidade, propósito, qual seja, explicar os fenômenos da natureza, dando suporte ao desenvolvimento científico e viabilizando a perenização da humanidade.
- Nossa! Agora falou bonito! Eu só queria que você gostasse de mim, tanto quanto gosta da matemática.
- Pois saiba que o tamanho de meu amor por ti é algo como o Fatorial do infinito.
- Dá pra deixar o "matematiquês" de lado e explicar em português?
- Tá bom. Amo muito, muito, muito...sem parar...!