sábado, 23 de junho de 2018

EQUACIONANDO A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL


- É..., 58 foi Pelé..., em 62 foi o Mané..., em 70...
- Não acredito! O País numa de suas maiores crises, e você se deixando levar pelo ufanismo da Copa.
- Não vou discutir mais sobre isto. Já cansei de dizer que a alienação está em quem acha que, devido aos grandes problemas que estamos passando, não podemos nos divertir.
- Mas quando se fala de futebol, as pessoas esquecem de cobrar das autoridades o que precisa ser feito.
- Então tá! Você que não está acompanhando a Copa, deve saber tudinho o que tem que ser feito para consertar o país, e já deve ter tomado todas as providências necessárias para acabar com nossos problemas.
-  Pelo menos não fico perdendo tempo com coisas sem importância.
- Por isto está sempre aborrecida.
- E você, que se diverte tanto, tem a solução de nossos problemas?
- Não sei se tenho a solução, mas eu raciocino, analiso e não sou um simples espelho da opinião tendenciosa da mídia dominante.
- Seja objetivo e concreto, por favor.
- É só partir do principal objetivo de um Governo: garantir o bem-estar da população, de forma justa.
- Como assim?
- Evitando os dois monstros abomináveis da política: a democracia degenerada e a dominação tirânica.
- Falou bonito, mas continua sem objetividade.
- É que o conceito de justiça é muito subjetivo, pois se presta a harmonizar elementos diferentes, tendo como base a razão e a inteligência.
- E qual a solução?
- Apesar da aparente complexidade, a solução é simples: Priorizar a educação, com ênfase na justiça e nas virtudes!
- Aí eu concordo com você! Mas, como implementar isto tudo?
- Vou facilitar o teu entendimento, equacionando a questão.
- Hum... não sei não...
- Vamos lá! Você entenderá tudo:
País Ideal = {log a,b Educação *[(justiça+1)²+conhecimento)]*[lim x-1000(x*(virtudes+(prática do bem)²)]}
- Agora fu... de verde e amarelo!!!

domingo, 17 de junho de 2018

TROCANDO O SOFÁ


As críticas às manifestações positivas dos brasileiros que ainda gostam de assistir e comemorar as vitórias no futebol, se acirraram com o inicio de mais uma Copa do Mundo, e sugerem uma solução importante para os problemas do País: basta acabarmos com o futebol.
Só que não!
Gostem ou não, o futebol faz parte da cultura brasileira. E cada cultura tem seus próprios valores e atitudes, que moldam cada grupo social.
Todavia, isto não implica necessariamente em alienação ou perda do nível da consciência adequado ao ser humano.
Aliás, a conscientização é fundamental ao desenvolvimento social e deve ser um processo contínuo, exercitado sempre em duas dimensões: a consciência própria ou de si mesmo, e a consciência externa ou do mundo que nos cerca. Para tal, duas práticas são imprescindíveis: a reflexão e a atenção.
Apesar de sua imensa importância, não vou abordar agora a reflexão, enquanto atitude para o desenvolvimento da consciência própria. Vou me ater à atenção.
Atento ao início da Copa, começo a pensar que os profetas do apocalipse tupiniquim devem estar estupefatos e muito preocupados com o que está acontecendo. Milhares de “alienados” Islandeses saíram às ruas para comemorar o empate com a Argentina. Mas o pior veio da Cidade Luz – Paris, onde também houve uma enorme concentração nas ruas em comemoração pela vitória contra a Austrália. Meu Deus! Até os franceses, que tanto contribuíram para o avanço da humanidade, estão se alienando?
Alguns podem contestar:
- “Ah, mas eles podem, já que não vivem em crise como o Brasil”.
Aí eu pergunto: além dos sofrimentos que nossa população está suportando, ainda temos que nos auto privar das poucas atividades que nos trazem diversão?
- “É, mas o futebol também está contaminado com as bandalheiras da CBF”.
Pergunto de novo: será que teremos também de parar de ouvir músicas, tendo em vista ilegalidades cometidas pelas gravadoras e pelos meios de comunicação, na divulgação movida apenas em interesses escusos?
Poderia continuar relacionando outras situações similares, mas seria repetitivo. O que quero frisar é que o esporte, as artes, os costumes, enfim, a cultura, valem muito mais do que as vicissitudes que às vezes as integram. Mas cabe a nós, seres conscientes, distinguir o joio do trigo, ou melhor, o principal do acessório.
Caso contrário, vamos combinar: se alguém chegar em casa e encontrar o cônjuge transando com outra pessoa no sofá da sala, troque o sofá. Imediatamente!  

domingo, 20 de maio de 2018

A BUSCA DA (IN)FELICIDADE NA VISÃO DE UM ARTICULISTA ATABALHOADO


Desde os primórdios, a humanidade tem despendido esforços no sentido de garantir sua sobrevivência, ameaçada, principalmente, pela fome, pelas pestes e pelas guerras.
Hoje, apesar de não termos erradicado totalmente nenhuma destas ameaças, certamente temos um controle razoável sobre elas, permitindo desenvolver novos objetivos para o ser humano.
Será?
Mas que objetivo seria mais importante que a própria vida? Prato cheio para os filósofos, esta pergunta acaba por nos remeter às dúvidas originais de nossa existência: de onde viemos, onde estamos e para onde vamos.
Utilizando a linguagem usualmente utilizada pela querida amiga Cal Wascheck,  estou falando da tradicional tríade goianesca: donkovim, onkotô e pronkovô.
Se ainda não conseguimos desvendar por completo este mistério, ao menos uma aspiração parece comum à grande maioria dos seres pensantes deste minúsculo planeta Terra: viver cada vez mais.
Então poderíamos concluir que o nosso grande objetivo seria alcançar a imortalidade? Mas, e se a imortalidade for acompanhada de tristeza e sofrimento? Ah, não! Imortalidade só se for acompanhada de felicidade.
Ah! Então o bem supremo, maior que a própria vida, é a felicidade? Mas a felicidade é muito subjetiva e depende também de ações governamentais, pois é difícil ser feliz sem emprego, sem segurança, sem educação e sem casa para morar. Além do que, é da natureza humana querer sempre mais, o que faz com que a felicidade seja uma eterna dependente do futuro e a sua busca desenfreada pode ser a própria infelicidade.
Então o que vocês querem, caras-pálidas?
E eu sei lá...!!!
Ou melhor, sei sim. Eu quero ser feliz hoje!
Se não podemos mudar o que passou, e o futuro é incerto, nos sobra o hoje para sermos felizes.
E como ser feliz hoje? Mas que pergunta mais boba... Sendo, ora essa...!!!
Nunca se esquecendo que o presente insiste em continuar sendo o passado do futuro.
Serve mais uma dose, por favor...



sábado, 28 de abril de 2018

O GLAMOUR DO PESSIMISMO

A palavra “glamour”, em sua origem, significava “encantamento” ou “feitiço”. E o que percebo claramente é que a maioria dos brasileiros está enfeitiçada pelo pessimismo.
Virou moda: Esse país não tem jeito...! Isso não é lugar para se viver...! Estou cansado disso tudo...! São algumas das expressões mais ouvidas nos últimos anos.
Existem motivos para isto? Milhares!
A impunidade, a insensatez, julgamentos tendenciosos, injustiças, protecionismos, falta de ética, falta de respeito, mentiras, corrupções, descasos, dentre diversas outras mazelas, tiraram a credibilidade de nossas instituições e até a esperança por uma vida melhor.
O Brasil está doente!
Mas não se abandona um doente. É nas doenças graves que precisamos de maior apoio. Todavia, virou moda exercitarmos o pessimismo: vou morar em outro país! Vou criar meus filhos noutro lugar!
Ora, meus amigos, se uma pessoa querida adquire uma doença grave, é correto abandoná-la e voltar quando, e se sarar?
Por acaso o Brasil não é um “ente” querido? Não foi aqui que nascemos, convivemos com nossos melhores amigos, temos a graça de vivermos ao lado de nossos pais, de nossos irmãos, convivemos com pessoas, em sua maioria, hospitaleiras, trabalhadoras, honestas e alegres, apesar de tudo?
E quem disse que os outros países não têm problemas? Apesar de naturezas distintas, todos os têm, haja vista os atos terroristas nos países de primeiro mundo e o alarmante índice de suicídios nos países que, teoricamente, oferecem as melhores condições de vida.
É claro que existem grandes oportunidades que justificam plenamente a saída de profissionais diferenciados. Mas aí é outra história. Trata-se de sucesso, advindo de méritos próprios, benéfico ao próprio País, na medida que externa a nossa capacidade.
Sem ufanismo, acho que todos nós amamos nosso País! Não um amor alienado, típico daquele incentivado por ditadores, mas um amor consciente de que podemos e devemos assumir a nossa parcela de responsabilidade na transformação e no resgate da nação, usurpada por representantes ilegítimos e por uma minoria que sobrevive de tirar vantagens em detrimento das pessoas dignas.
Eu amo meu País! Me encanto por sua natureza, gosto do carnaval, adoro futebol. E isto não nos transforma em idiotas alienados, mas sim comprova a nossa capacidade de mantermos a alegria, apesar das agressões que nos cometem.
Alegres, sim, mas nunca resignados. Decepcionados, sim, mas com a honra da maioria de nossos cidadãos inabalada. Um povo sofrido, sim, mas que mantém o senso de humor, diminuindo os efeitos das agruras da vida. Enganados, sim, mas sem curvarmos às injustiças. Envergonhados pelos escândalos protagonizados por quem deveria nos representar, sim, mas cada vez mais convictos das vantagens da liberdade e da democracia
O que precisamos não é renegar nossa cultura e nem abandonar o país, mas sim nos articularmos para exigir e exercitar o direito ao país digno que todos sonhamos.
Reconstruir exige força, persistência e amor! É difícil, mas o resultado certamente será gratificante.
E não gosto de pessimismo! Afinal, não sou peru para morrer de véspera. 



quinta-feira, 12 de outubro de 2017

DOZE ANOS E DUZENTOS E QUATRO MESES


Até onde o bem querer pode alcançar?
Infinito, seria apenas elementar.
Sentimento não se mede, se sente.
E se expressa, na sinceridade inocente.

De um anjo, uma lição aprendida.
Simples, mas pra toda vida.
Que o tamanho do gostar,
É muito, muito...sem parar!

Inigualável!
Inseparável!
Insuperável!

Acabaram-se as rimas.
Mas pra que rimar?
É simplesmente, Amor!



terça-feira, 25 de julho de 2017

FILOSOFOFANDO

- Oi, amor!
- Finalmente em casa! Não estou aguentando mais este meu trabalho.
- Não está satisfeita com seu "eu"?
- Hein? Tradução simultânea, por favor.
- Estou falando da questão fundamental: “quem sou eu?”
- Shiii! Que papo é este?
- Descobri que a autoanálise e o autoconhecimento são fundamentais para uma vida feliz.
- É o quê…????!!!
- É isto que você ouviu: para valer a pena, a vida deve ser refletida.
- Aí, meu Deus! Misturou Rivotril com vodca? Tomou leite estragado? Conta logo o que aconteceu.
- A alienação do "eu" é que faz surgir o desespero.
- Benzinho, eu só falei que não estou satisfeita no trabalho.
- Sim, mas isto decorre da aversão ao teu "eu", por não conseguir um emprego melhor.
- Ah, não! Fala sério!
- Mas é sério. Você gostaria de um emprego diferente, mas não conseguiu. Isto leva a uma decepção com seu "eu", por considerá-lo fracassado. Vem então o desespero.
- Olha aqui! Fracassada é a comadre da madrinha! Era só o que me faltava! Um aprendiz de filósofo em casa…
- Não adianta se exaltar. Sei que não é fácil livrar-se de si mesmo.
- Ah, é? E então, ôh filósofo de botequim, qual é a solução para o caso?
- É preciso que você encontre sua essência e seu propósito de vida. Simples assim!
- Hahaha… simples assim!!! Mais simples é meter a mão no pé do teu ouvido, toda vez que você surtar.
- Sem violência, por favor.
- Você tem certeza que está bem? Tem algum caso de demência na família?
- Assim você está me ofendendo.
- Foi você que começou. Se gosta tanto, porque não começa tomando consciência de que não sabe nada de filosofia.
- Você tá mudando de assunto.
- Não senhor! A consciência nada mais é do que a percepção dos nossos pensamentos, sensações e sentimentos.
- E o que isto tem a ver com o que te falei?
- Sei lá! Mas vi essa frase em algum lugar e gostei.
- Isto não é brincadeira!
- Mas quem está brincando? A consciência é que nos permite refletir sobre o passado, o presente e o futuro.
- E de que adianta tanta reflexão?
- Oras, pois! É o que nos faz sobreviver.
- Mãe…! Pai…! Parem com esta conversa chata e me ajudem com o trabalho da escola.
- Claro, meu príncipe!
- Vamo lá garotão! Seu pai sabe tudo sobre tudo. Qual é o título do trabalho?
- "A importância do inconsciente na determinação do comportamento".
- Ôh loco! Isto é com sua mãe.
- Nada disso! Seu pai é que sabe tudo do verdadeiro "eu".
- Vai começar de novo, amebinha?
- Antes ameba que um projeto de quadrúpede bovino!
- Epa! Bovino tem chifre. O que tá insinuando?
- Ôh jumento! Foi só uma maneira de xingar. Mas se continuar me agredindo assim, vai descobrir que burro também pode ter chifres.
- Pai… Mãe… Parem! Foi só uma brincadeira. Eu li este trabalho no caderno da faculdade de minha irmã. O meu é “o sistema político no Brasil”.
- Arghhhhh,…fudeu! socorro!!!!
- Fudeu de verde e amarelo!…. Chame seu avô, que ele te ensina.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

DELÍRIOS DE UM LEGISLADOR


CONSIDERANDO QUE:

- Por mais que nos comportemos dentro dos princípios morais, legais e religiosos, a vida algumas vezes nos remete a momentos em que ficamos sem chão e sem rumo.

- Todas as nossas ações impactam em outras pessoas.

- Não dá para ser totalmente feliz, vendo uma pessoa amada sofrendo.

- A decepção com algumas pessoas parece ser inevitável.

- Porém, nosso instinto de sobrevivência faz com que sejamos mais fortes do que nós mesmos pensamos.

DECRETO:

1- Nos momentos em que nada der certo e que estejamos prestes a desistir, seja obrigatoriamente exercitada a fé e a esperança.

2- Fica terminantemente proibido agir só pensando em si próprio.
2.1-  A consciência  acerca do alcance de nossas atitudes e comportamentos será a referência para nossas ações.

3- O amor será plenamente exercitado, em especial junto à família e aos amigos.

4- A solidariedade e o apoio às pessoas necessitadas farão parte da rotina diária de cada indivíduo.
4.1- A simples presença e atenção junto às pessoas queridas, também integram o previsto no caput desta cláusula.

5- Todas as pessoas deverão deixar de lado o individualismo e o egoísmo, passando a serem partes de um todo, na busca da sonhada igualdade.
5.1- A amabilidade e a disponibilidade integram esta mudança de comportamento.


Devido à urgência das pessoas em alcançarem a felicidade, a vigência deste decreto se dará de imediato, revogando todas as disposições em contrário.


Assinado: um aprendiz de legislador, maluco e sonhador.


Planeta Terra, julho de 2017