sábado, 9 de agosto de 2014

EXEMPLO COMPLETO


Não tenho dúvidas que o sentimento mais profundo que o ser humano pode experimentar é o amor incondicional. Também não tenho nenhuma dúvida que esta experiência se materializa, com toda sua força, quando temos nossos filhos. A partir daí, é como se nossos valores se transformassem e até nossas ilusões são trocadas pela indescritível satisfação de conviver e garantir a sobrevivência do pequeno ser. E, mesmo após crescerem, mudam-se as preocupações e as responsabilidades, mas fica o amor infinito. Quem é pai ou mãe, e só quem é pai ou mãe, sabe e sente o que estou falando.
Isto faz com que nos entreguemos e nos comprometemos na missão da criação e da educação de nossos filhos.
Mas, para ser um pai completo, não basta cuidar, ensinar e se dedicar no seu dever. É preciso se re-descobrir diariamente para que, praticando seus próprios ensinamentos, se transforme no melhor exemplo a ser seguido pelos filhos.
Obrigado, Santinho! Pai exemplar, que cumpriu e continua cumprindo integralmente com a missão de nos dar, não só as condições materiais, mas principalmente os princípios e os valores necessários para uma vida digna.
Feliz dia dos pais!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O FIM DA MATEMÁTICA


- Amor, o quê tu tá fazendo?
- Estou vendo algumas curiosidades matemáticas.
- Curioso é alguém gostar de matemática.
- O fato de tu não entender, não tira a beleza e a atração da mais bonita e útil das ciências.
- Sei... A culpa é minha...
- Não. Os culpados são os "algebristas" que não conseguem demonstrar esta beleza.
- Mas o que tem de tão curioso, então?
- O número 142857, por exemplo.
- Cruzes! Qual é a curiosidade disto?
- Se multiplica-lo por dois terá como resultado 285714.
- E daí?
- Se tu fosses mais atenta perceberia que são os mesmos algarismos, dispostos em ordem diferente.
- Estou em êxtase...!
- Vou fingir que não percebi a ironia. Da mesma forma, multiplicando-o por três, por quatro, por cinco ou por seis, teremos sempre os resultados compostos pelos mesmos algarismos, só que em ordens diferentes.
- Realmente é curioso, mas continuo sem ver importância nisto.
- Tendo em vista que vários outros números também apresentam outras "curiosidades" e tirando os matemáticos que consideravam tais números como cabalísticos, com propriedades misteriosas, inúmeros outros desenvolveram estudos mais aprofundados destas propriedades, e que contribuíram para o enorme desenvolvimento da matemática.
- E...?
- Deram assim as condições para o alcance do fim da matemática.
- Esplendido! A matemática está chegando ao fim!
- Engraçadinha! O fim a que me refiro é o de finalidade, propósito, qual seja, explicar os fenômenos da natureza, dando suporte ao desenvolvimento científico e viabilizando a perenização da humanidade.
- Nossa! Agora falou bonito! Eu só queria que você gostasse de mim, tanto quanto gosta da matemática.
- Pois saiba que o tamanho de meu amor por ti é algo como o Fatorial do infinito.
- Dá pra deixar o "matematiquês" de lado e explicar em português?
- Tá bom. Amo muito, muito, muito...sem parar...!



sábado, 26 de julho de 2014

A POLÍCIA DA PAZ

Qual o modelo ideal de sociedade?
Cada um tem o seu conceito. Eu, particularmente, entendo que, se temos que viver juntos em coletividade, é imprescindível que as diferenças sejam respeitadas de modo a garantir a convivência pacífica.
Todavia sabemos que uma sociedade perfeita é utopia. Sempre vamos nos deparar com problemas e, dentre eles, um que está se tornando comum: a lesão aos direitos do cidadão.
Ficamos sempre revoltados quando algum de nossos bens é subtraído de forma ilegítima e agressiva. O que dizer, então, quando uma vida é ceifada?
Portanto cabe ao Estado implementar um processo civilizador e que garanta a pacificação social.
E, neste aspecto, um importantíssimo agente se destaca com a nobre missão de preservar a ordem pública: a Polícia.
Todavia, mesmo sendo uma das principais instituições voltadas à proteção física e, por que não dizer, moral das pessoas, as organizações policias estão convivendo há tempos com um paradoxo: apesar da razão de existir da Polícia ser a de proteger a sociedade, não consegue a devida valorização e reconhecimento desta mesma sociedade.
É notório que uma minoria dos policiais, com suas ações nefastas, contribuem significativamente para a degeneração da imagem da instituição. Todavia é inadmissível a generalização.
Afinal, a maioria de seus integrantes é composta por homens e mulheres honrados, que trabalham com dignidade e que têm em comum o sonho de contribuir para que tenhamos uma sociedade mais justa e menos imperfeita. E mantêm este propósito mesmo a despeito dos salários não condizentes com a importância desta atividade e do risco de não voltar para o lar devido ao constante enfrentamento com marginais.
Existem os desonestos? Alguns agem com violência desmedida? Outros são corruptos?
Claro que infelizmente existe tudo isto. Mas qual organização não tem diferentes padrões de comportamento? Qual a organização que não tem os seus párias?
O que não podemos admitir é a impunidade e a manutenção dos que mancham o nome da corporação, e muito menos a generalização que ofende os policiais corretos.
Ademais, a segurança e a proteção do cidadão não são de atribuição exclusiva das policias. Fazem parte de um processo integrado pelas autoridades políticas e, em especial, pelos processos legislativo e judiciário, que necessitam de reformas. As mazelas sociais só serão eliminadas com uma ação em sinergia destes entes.
Evidentemente não podemos compactuar com as ações violentas que infelizmente tem se tornado corriqueiras. Não obstante, é preciso também reconhecermos que o uso de práticas agressivas no exercício do policiamento é, às vezes, inevitável e inerente à atividade que, em várias situações, exige decisões tomadas de imediato. É preciso apenas que o uso da força física seja legítimo.
Para os excessos cometidos, devemos exigir que os órgãos competentes, tais como as corregedorias de polícia, ajam rapidamente. Além disto, a própria sociedade e a mídia, podem oferecer denúncias, para que a ações saneadoras sejam executadas.
Mas o que se torna urgente e imperativo é a valorização, principalmente por parte da comunidade, dos profissionais dignos e dedicados a uma causa tão nobre. E eles formam a maioria e contribuem para que tenhamos um bem precioso: a paz!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

BRASIL CAMPEÃO


Quanta baboseira foi falada! Quantas insanidades foram praticadas por "manifestantes"!
Quantos "intelectuais" criticaram uma alegada alienação do brasileiro,causada pelo futebol! 
E, vendo as imagens diárias que chegavam de outros países, parece que o mundo inteiro se alienou!
Pelo que entendo, um intelectual deve ter conhecimento profundo, não somente científico, mas também cultural, em relação ao ambiente que vive. Entendo também que uma das manifestações culturais mais sublimes que uma nação pode ter é o desenvolvimento da prática e da paixão desportiva.
De repente, alguns que se entendem como superiores em relação a grande maioria, passaram a criticar uma cultura brasileira,se posicionando "contra" a Copa, acusando  o governo de corrupção e alienação do povo.
Espere aí, cara pálida! Quer dizer então que entre 1950 e 2014, período em que não sediamos Copas do Mundo, não tivemos corrupção e nem alienação?
Resguardando as devidas proporções, querer impedir a realização da copa devido à corrupção e alienação do povo é o mesmo que querer impedir um casal de ter filhos em virtude dos riscos de virarem marginais. O problema não está no desejo e na paixão, mas sim na falha das ações que devem ser tomadas para que as coisas indesejadas não aconteçam.
Não deveriam ser contra a copa, mas sim contra a corrupção  na preparação da copa. Teve estádio superfaturado? Teve dinheiro desviado da saúde ou da educação para a construção das obras? Então cadê as ações judiciais cabíveis? Cadê o ministério público? Cadê o tribunal de contas? Cadê as cobranças a estes órgãos de fiscalização?
Além de manifestarem contra, estes mesmos profetas do inevitável faziam coro com os estrangeiros, anunciando o caos total na realização desta copa no Brasil. E o que se viu, foi a realização da "copa das copas", em quase todos os sentidos.
Aí o Brasil foi campeão!
Parabéns a todos que atuaram na execução deste grandioso evento, inclusive aos voluntários. Vocês deram show de competência e calaram o mundo (inclusive nosso mundinho de profetas do inevitável).
Quanto ao futebol jogado pela seleção, este sim, foi ridículo, dando a sensação que chegamos ao fundo do poço.
Mas a vida nos ensina que não é raro o poço possuir porão. Momentos como este exigem mudanças radicais para não continuarmos caindo.
Nosso melhor jogador não pôde jogar as partidas finais. Mas dependíamos só dele? Acho que sim.
Aí está o grande problema do futebol brasileiro: além de empresários e dirigentes  incompetentes e desonestos, não temos mais craques. Nos últimos anos só foi revelado o Neymar e mais ninguém. Por quê? 
Porque não temos mais atividades constantes para os milhares de clubes brasileiros que formavam jogadores em todo território nacional. A maioria dos clubes disputa um campeonato estadual desvalorizado e paralisa suas atividades no resto do ano, para verem os poucos "privilegiados" disputarem o brasileirão.
Fim do brasileirão (pelo menos nos moldes atuais)!
Força aos campeonatos estaduais, para que voltemos a ser o antigo celeiro de craques que o Brasil já foi!

sábado, 5 de julho de 2014

A (IR)RESPONSABILIDADE PENAL DO JOGADOR


Desde os primórdios da vida o homem pratica atividades recreativas como meio de compensar ou contrabalançar a luta pela sobrevivência. Resultado da evolução desta prática recreativa, surgiu o esporte como atividade organizada, com normas e regras específicas.
Fonte geradora de enormes benefícios para a sociedade, o esporte passou a ser tutelado e incentivado pelo Estado. Porém, é do conhecimento de todos que tais atividades, pela própria natureza, geram riscos à saúde de quem as pratica, motivo pelo qual toma maior importância a coibição da violência que ultrapasse os limites das regras estabelecidas.
Podemos dizer então que o esporte é um risco permitido e assumido pelos praticantes, que não pode, porém, ser aumentado por uma violência fora das regras.
A grande questão é: qual o limite entre a prática desportiva e a violência criminosa?
Até onde alguém pode usar as prerrogativas de um esporte para lesionar outro praticante?
Na teoria é simples: ultrapassados os limites das regras e da lei, o agressor deverá ser responsabilizado criminalmente, ou seja, ultrapassados os limites das regras da modalidade específica, deve o agressor sofrer a sanção penal devida.
Porém, na prática, o que se vê nos esportes onde o contato físico é inevitável, é uma aceitação passiva de uma crescente violência desmedida, inaceitável e acobertada, gerando um resultado contrário aos objetivos maiores do esporte, na medida em que prejudica até a fraternidade entre os povos.
Medidas inadiáveis devem ser tomadas visando responsabilizar penalmente o desportista que, excedendo os limites das regras de sua modalidade, cause ofensa à integridade física do adversário.
Se a violência for um mero incidente da prática desportiva, deve ser tratada e penalizada no âmbito dos órgãos desportivos. Todavia, se decorrente de uma prática dolosa e que extrapole os limites legais, deve ser objeto de ação penal no âmbito do poder judiciário.
Só assim para resgatarmos o caráter educativo e de inclusão social do esporte.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

EXORTAÇÃO NÃO É AÇÃO

Parece que se passou mais tempo, mas hoje completa apenas uma semana após a abertura da Copa do Mundo de futebol (me recuso a utilizar o nome do organizador, apesar de ser a nova prática da mídia, sabe-se lá por quê...). Isto quer dizer que também faz uma semana que a Presidenta do Brasil foi hostilizada, diante de milhões de espectadores, por grande parte da multidão que lá estava presente. Recebi vários pedidos para me manifestar quanto ao fato mas, de propósito, esperei alguns dias para ver se ainda aconteceriam desdobramentos significativos, fato que não ocorreu, assim como aconteceu após as grandes manifestações do ano passado, que não geraram grandes mudanças.
Evidentemente as manifestações populares, ordeiras, são de enorme importância, porém devem ser seguidas de atitudes individuais aderentes aos protestos. Não adianta sair às ruas gritando palavras de ordem e depois se omitir em relação às ações que precisam ser executadas. O exemplo mais grotesco desta contradição se traduz no resultado das eleições, onde a maioria dos eleitos é que dá mais motivos para as reclamações populares. Por que as manifestações não voltam o foco também para o eleitor? Por quê o eleitor ainda vota em pessoas que não deveriam nos representar? E mesmo em relação aos eleitores que não votaram nestes verdadeiros usurpadores da coisa pública, o que fizeram para mudar esta situação?
É muito fácil, protegidos pela impunidade que uma multidão oferece, agredir, mesmo que verbalmente, alguém que naquele momento não tem nenhuma forma de defesa.
Quero frisar de forma contundente que não compactuo com o que se instalou na prática  política brasileira, após a subida ao poder do partido que se intitula dos trabalhadores. Não que os anteriores fossem melhores, mas pelo discurso e pelas perseguições que sofreram, é inadmissível a ocorrência de determinados absurdos.
Todavia, como em tudo na vida, é preciso respeito e eficácia. Respeito a uma autoridade que, mesmo que não atenda aos nossos anseios, foi colocada lá democraticamente, pelo próprio povo. Roupa suja se lava em casa, e não perante milhōes de estrangeiros. E falar que em estádio de futebol, as ofensas chulas são comuns, é mais uma falácia. O comportamento das pessoas pode e deve ser adequado a cada situação. Todos nós temos uma forma de agir em nosso lar, com total liberdade quando estamos sozinhos. Todavia mudamos, quando recebemos visita, até por uma questão de respeito.
Além disto, o público presente naquela ocasião era totalmente diferente daquele que costuma freqüentar os estádios. Aliás, a grande maioria que estava presente, pelos altos valores dos ingressos, deve ser de elevado poder aquisitivo, fato que por si só denota uma minoria.
E esta minoria deveria, pelo elevado nível educacional, ser a base para dar eficácia aos clamores populares, agindo no sentido de se buscar uma sociedade mais justa, com a disseminação da cultura e do conhecimento para que a própria sociedade, como um todo, selecione melhor seus governantes.
Mais ação e menos exortação!

sábado, 7 de junho de 2014

改 善 PARA APRIMORAR SENTIMENTOS


Não tenho dúvidas que a frenética evolução tecnológica e a gigantesca geração e disponibilização de novos conhecimentos, exigem uma maior rapidez na evolução do ser humano.

Mas evoluir em que sentido? Para responder esta pergunta, seria necessário uma resposta prévia a um questionamento que remonta desde os primórdios: qual o sentido da vida? Qual o objetivo de nossa existência?

Tema recorrente em quase todas as religiões, alguns entendem esta breve passagem como uma missão a ser cumprida, outros como uma expiação imposta pelo criador. Mas para mim, "teólogo de fim de semana", tanto uma coisa quanto a outra fazem parte de um propósito maior: buscar a ascensão à Deus, através do aperfeiçoamento individual e social.

Qualquer que seja o conceito que cada um tenha de Deus (e não tenho dúvida nenhuma de sua existência), ele sempre se apresenta com suprema sabedoria e supremo amor. Se queremos chegar próximo deste nível, precisamos então desenvolver nossa inteligência, buscando a perfeição moral.

Porém, estamos bem longe deste objetivo, sendo que características mesquinhas do ser humano ainda são mais comuns que as almejadas pelo divino. Ódio, inveja, ciúme, orgulho, individualismo, dentre outros, dirigem nosso caminho para uma rota bem distante daquele traçado ideal.

E como é difícil eliminar estas "paixões"!

Quanto tempo necessitaríamos para mudar estes comportamentos? Não faço a mínima idéia. Mas de uma coisa tenho absoluta clareza: mais do que conhecer e alcançar o entendimento das coisas, é fundamental enxerga-las através do sentimento. E isto não se dá do dia para a noite, só podendo se desenvolver através de um aperfeiçoamento contínuo e gradativo.

Os japoneses, dentro do habitual pragmatismo, desenvolveram o conceito chamado Kaizen ( ), que preconiza a melhoria contínua e gradual dos processos. Portanto, Kaizen no ser humano, para trocar seus mesquinhos interesses pela perfeição moral, balizada em sentimentos mais nobres.

Só cuidem para que este processo tenha um pouco mais de velocidade, pois o nosso deadline está bem próximo.