sábado, 4 de maio de 2013

ANIVERSÁRIO E CASAMENTO



Qual a melhor idade para se casar?
Acho que este não é o parâmetro mais importante para decidirmos sobre um dos fatos mais relevantes de nossa vida. Diversos outros fatores tem mais relevância que este.
Independentemente da idade, quem não gostaria de casar com uma bela mulher, que esbanje energia e não meça esforços para a concretização de suas ideias?
Que por mais extenuante que seja a tarefa não fraqueja e que seja decidida em seus propósitos?
Se juntarmos a isto uma pitada de bom senso estético, de sinceridade, de praticidade, de agilidade, de lealdade, de paixão e de carinho, teremos então o modelo ideal de noiva para nossos filhos.
Todavia, Anthony Dooley e Bruce Brown, dois professores de matemática da Universidade de New South Wales, na Austrália, desenvolveram uma fórmula que, segundo eles, calcula a melhor idade para se casar. Tal fórmula seria:
1. Estabeleça o limite de idade em que você quer se casar. Chame o número de “n”.
2. Pense na menor idade em que você cogitaria subir ao altar. Esse é o número “p”.
3. Faça a conta n – p e multiplique o resultado por 0,368.
4. Pegue o resultado da multiplicação e adicione à idade mínima que você estabeleceu, “p”. A soma representa a sua idade ótima
À minha querida futura nora Nathália, aniversariante de hoje, exemplo de pessoa que possui todos os predicados citados como modelo ideal, sugiro fazer os cálculos. Algo me diz que tua idade limite é de 34 anos e a menor é de 25 anos.
Parabéns Nathy!
Saúde, sorte e muita felicidade!


sábado, 27 de abril de 2013

A URGÊNCIA DA IMPORTÂNCIA


O filósofo Soren Kierkegaard (1813-1855) afirmava que, se cada um é responsável pelo que é, algumas opções levam a uma verdadeira alienação.
Nada mais atual, visto que as opções alienantes tem se tornado cada vez mais comuns, principalmente pela pressão que a modernidade tem exercido sobre o homem hodierno, subtraindo-lhe o precioso tempo para exercitar sua vocação de ser feliz e de propiciar felicidade.
Einstein dizia que o tempo corre a uma velocidade de sessenta minutos por hora. E continua correndo! Mas uma coisa é irrefutável também: o ser humano continua finito e temporal (pelo menos em sua vida corpórea).
Portanto, é fundamental priorizarmos nossas ações, sob pena de chegarmos ao final de nossa jornada com a sensação de não termos feito as coisas mais importantes, e que a vida passou muito depressa.
Um equívoco muito comum refere-se à priorização das urgências em detrimento ao que é importante. Não que não tenham coisas importantes nas urgências. O problema é deixar de lado as demais coisas importantes.
Tem se tornado bastante comum as pessoas despenderem tempo demais com as coisas urgentes, achando que estão atendendo as expectativas da corporação.
Até porque é gratificante ter a capacidade de atender e resolver problemas de última hora, demonstrando para a chefia sua utilidade, importância e capacitação. Gera inclusive a crença que isto garante o emprego.
Mas, na realidade, tais urgências interrompem o seu dia, atrasam as tarefas importantes, provocam a necessidade de ficar até depois do expediente, trabalhar em casa, se afastar das pessoas importantes de sua vida, causam stress, dores de cabeça, e vários outros problemas.
O pior é a frustração causada pelo constante adiamento das ações importantes, que acaba por gerar um enorme sentimento de perda.
Bastante atual o pensamento atribuído a Buda:
“Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.
Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.”

sábado, 20 de abril de 2013

PENSO, LOGO TENHO CORAÇÃO



- Você não vai entender nunca!
- Não vou mesmo! Para você até a existência de Deus tem que ter explicação racional.
- E não tem? Afinal somos seres pensantes, ora bolas!
- Mas a razão muitas vezes se torna impotente para explicar tudo. E o pior é que, em nome desta mesma razão, há quem negue a própria existência divina.
- O que você precisa entender é que devemos aceitar apenas o que é certo e incontestável. O conhecimento inseguro só trás controvérsias.
- E como ter a certeza de que algo é certo, se o ser humano tem dificuldade de se conhecer a si mesmo?
- Mas ele pode e deve buscar o conhecimento exato, pois mesmo que os sentidos corporais se enganem, sempre terá a capacidade de continuar pensando.
- Existe um complicador nesta história toda: a tendência egocêntrica do ser humano, e que no meu entender é a origem das injustiças. Se colocando como “centro de tudo” ele consegue perverter os mais nobres valores.
- Sim, mas tendo ideias claras e corretas, certamente terá um modo de proceder mais adequado e rigoroso.
- Aonde você quer chegar com esta sua filosofia?
- Só acho que não devemos acreditar em nada que não se possa provar a verdade. Assim nunca aceitaremos o falso por verdadeiro e chegaremos ao verdadeiro conhecimento de tudo.
- Isto é muito radicalismo! Não vê o caos em que se transformaria o mundo se passássemos a duvidar de tudo sob o pretexto de que não conseguimos provar a verdade?
- A questão não é duvidar de tudo, mas sim de ter a consciência que as coisas só podem ser apreendidas por meio do conhecimento.
- Entendo a importância do conhecimento para o desenvolvimento. Todavia, a verdade vai além de exercícios demonstrativos. É também uma questão de sentimento e de intuição.
- Insisto que a razão deve ser a única coisa verdadeira da qual se deve partir para alcançar o conhecimento.
- E eu insisto em dizer que a verdade pode ser conhecida não somente pela razão, mas também pelo coração.

PS: Este diálogo poderia ter ocorrido entre os Filósofos René Descartes e Blaise Pascal, criadores da Filosofia Cartesiana e da obra “Pensamentos”, respectivamente.

sexta-feira, 29 de março de 2013

A SEMANA SANTA DIA-A-DIA



Uma das maiores tradições religiosas do Cristianismo, a Semana Santa, começa no domingo de ramos e acaba no domingo de páscoa. O que poucos conhecem é a simbologia contida em cada um dos dias desta semana, que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus.

O domingo de ramos abre a semana santa e representa o dia da entrada de Jesus em Jerusalém, onde foi recebido como um rei e saudado com ramos de palmeiras. Curiosamente, estas pessoas que o receberam como rei, foram as mesmas que o condenaram à morte.

Na segunda-feira Jesus começa sua caminhada rumo ao calvário, dando início ao trajeto percorrido por ele e que ficou conhecido por via sacra ou via crucis.

Terça-feira é o dia de celebrar as sete dores de Maria, que representam as angústias e apreensões experimentadas pela mãe de Jesus. São elas: apresentação do filho no templo, a fuga para o Egito, a perda do menino Jesus, encontro no caminho do calvário, aos pés da cruz, uma lança atravessa o Coração de Jesus, Jesus é sepultado.

A quarta-feira marca o encontro de Maria com o filho Jesus, a caminho do calvário. Também encerra o período quaresmal.

Na quinta-feira é relembrada a Última Ceia e o gesto de humildade que Jesus praticou lavando os pés dos seus doze discípulos.

Na sexta-feira a Igreja recorda a morte de Jesus.

O chamado sábado de aleluia representa o dia da vigília e que precede a Páscoa.

A coroação da semana santa se dá no domingo de páscoa, que representa o dia da ressurreição de Jesus, uma das comemorações mais importantes do cristianismo. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus, dando a força necessária a seus discípulos para continuarem anunciando a mensagem do Senhor.

Feliz Páscoa a todos!

sexta-feira, 8 de março de 2013

GRACIAS POR EXISTIR

Há quase 35 anos conheci uma mulher, menina-moça ainda, de uma beleza tão profunda quanto misteriosa. Seus olhos azuis penetrantes não só me enfeitiçaram de imediato, como me atravessaram, desnudando minhas emoções. E eu, que sempre gostei de estar no comando da situação, me vi subjugado pela paixão.
A partir de então tenho vivido ao lado dela, num constante aprendizado da compreensão mútua e, principalmente, de minhas próprias emoções.
Com o tempo fui decifrando alguns aparentes paradoxos: como uma gatinha manhosa, algumas vezes de aparência carente e fragilizada, de repente se transformava num vulcão em fúria? Como alguém podia odiar tanto e amar com tanta dedicação? Como uma moça tão tranquila e encantadora podia ser tão exigente? Enfim, uma menininha meiga ou uma mulher fatal?
Mas descobri que estas aparentes contradições moldavam uma mulher de fibra, com enorme senso de justiça, cuja força do amor e sua tépida paixão me fizeram e continuam me fazendo sentir superior.
Linda e vaidosa, não raro causa inveja, mas, ao mesmo tempo, adquire o respeito daqueles que admiram sua força de não se curvar diante de ninguém e de nada.
Um temperamento nada óbvio, porém sempre enxergando como ninguém nossos sofrimentos e sonhos, estando sempre presente quando mais precisamos.
Esta convivência continua me fazendo feliz e, mais que isto, continua me direcionando para dentro de minhas próprias emoções, num constante processo de crescimento pessoal.
A força, a determinação e a coragem, fatores com os quais sempre procurei pautar minha vida, nada mais são do que uma retribuição e uma tentativa de deixá-la orgulhosa. Continuo tentando, Mônica!
Com esta homenagem à minha mulher, homenageio e cumprimento a todas as mulheres pelo seu dia.
Obrigado por existirem!

domingo, 3 de março de 2013

A VIDA CONTINUA



Nesta semana que se findou, o trágico acontecimento na boate de Santa Maria-RS completou um mês. Este doloroso fato ainda repercute nas pessoas, que ficam perguntando: por que tanto sofrimento? Qual a explicação para estas tragédias? Qual a lógica da Justiça Divina?
E nestes momentos, as pessoas mais afetadas buscam desesperadamente alguma resposta que lhes possa consolar. Mas, para a maioria, não há resposta convincente. Resta então, acreditar em Deus, paradoxalmente num momento fragilizado para ter fé, visto que a impressão que se tem é de que o Criador não se importa com nosso sofrimento.
Inúmeras são as tentativas de se explicar fatos como este. Na ótica da doutrina espírita, por exemplo, a reencarnação permite a expiação por débitos contraídos em vidas passadas, trazendo a liberdade e abrindo caminhos de luz no céu para estas almas redimidas, assegurando a felicidade futura.
Diferentemente, na visão católica Deus não age com este determinismo de causa-efeito. Os castigos divinos estariam direcionados ao fim último do ser humano, que não seria a preservação de sua vida física, mas sim a salvação da sua alma. Neste sentido, o mal relativo de uma tragédia pode redundar num bem absoluto. Além disto, o mal sofrido, mesmo que não redunde em bem para a pessoa, pode servir ao todo.
Existem diversas outras visões, que poderíamos abordar e até discutir suas pertinências, porém, este não é o nosso objetivo. O objetivo principal é de, através deste post, tentar responder ao questionamento de uma amiga: “o que fazer para deixar de me entristecer e sofrer com este episódio?”
Como foi visto, as opiniões variam conforme a abordagem seja ela científica ou religiosa. Mas o que importa, em minha modesta opinião, é darmos sentido ao sofrimento, independentemente da abordagem preferida, de modo que cada um de nós possa descobrir o seu significado existencial, para que possamos crescer espiritualmente, superarmos os traumas e vivermos melhor.
De uma coisa tenho a convicção: os jovens vitimados na tragédia de Santa Maria, continuam a viver!