quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

DEVANEIOS DE UMA SEGUNDA-FEIRA



"Alguém disse, em algum lugar e em algum momento, que a matemática é a manifestação divina na face da Terra. E eu digo que ela resolve quase tudo, menos as dores da alma."
Com esta manifestação meio que filosófica, começaram os devaneios que preencheram divertidamente a noite da ultima segunda-feira, durante o jantar transcorrido numa das principais galeterias de Caxias do Sul, na serra gaúcha.
A partir daí, iniciou-se uma prolongada discussão sobre como equacionar o comportamento do ser humano de modo a obtermos o melhor resultado, tanto na vida pessoal, quanto na vida profissional.
Mister se faz então colocarmos em prática o método dedutivo para o estabelecimento de fórmulas matemáticas que expressem as atitudes desta engenhoca chamada ser humano.
Assim, de forma simples, todavia não simplista, deduzi as seguintes equações:

Conhecimento + Habilidade = Saber fazer

Saber fazer - Vontade = Falta de Ação

Planejamento + Execução = Implementação

Ambição + Ética = Vencer Limites

Ambição - Ética = Ganância

Desejo + Obsessão = Descontrole

Desejo + Persistência = Sucesso

Intenção - Ação = Ilusão

Várias outras equações poderiam ser formuladas, mas uma das grandes vantagens da. matemática é a possibilidade da simplificação. Assim, substituindo e simplificando os termos em cada fórmula, chegamos de forma sintética, ao que ouso chamar de Equação da vida:

CONVIVÊNCIA + VIRTUDES = FELICIDADE

Felicidade, este bem supremo que basta por si só, tem como base a prática de virtudes e de ações visando a melhora, não só da própria vida, mas também da vida dos outros.
É fundamental traçarmos nossos próprios caminhos resgatando, porém, o prazer de conviver e de fazer bem feito.




sábado, 8 de fevereiro de 2014

BLUSA TOMARA QUE CAIA E SAIA TOMARA QUE SUBA



Conhecido nacionalmente pelos atrativos decorrentes do frio, o Rio Grande do Sul experimenta neste verão o outro lado da moeda, pois nas últimas semanas tornaram-se comuns temperaturas acima de 40°C.
Com novos recordes de calor, a capital, Porto Alegre, ganhou o irônico apelido de “Forno Alegre”.
Há oito anos morando por aqui, já havia me acostumado com o calor verificado no verão, mas neste está sendo quase que insuportável. O calor tem sido extremado em todo o estado, inclusive na serra gaúcha, ícone nacional de inverno.
Segundo os meteorologistas, as temperaturas estão altas devido a uma grande massa de ar quente e seco que está atuando sobre as regiões. Ainda segundo os entendidos, o ar seco inibe a formação de nuvens e com isso provoca a elevação das temperaturas.
Um dos maiores meteorologistas do Brasil, Eugenio Hackbart, da Metsul, diz: “Esta bolha de ar quente, que explico no site da MetSul, estará associada a bloqueio atmosférico que manterá a instabilidade (chuva) estacionada sobre o Centro da Argentina e o Uruguai. Aí teremos os dois grandes fatos da semana: onda de calor poderosa aqui e chuva extrema no Prata”.
Esta inesperada e impressionante onda de calor, por dias seguidos atingindo máximas acima de 40ºC, pode transformar este início de ano no mais quente da história.
Mas, apesar das explicações técnicas, nada me tira da cabeça que este fenômeno nada mais é do que a reação da natureza às ações de um velho e conhecido vilão: o ser humano.
A exploração econômica irracional dos bens naturais, as emissões excessivas de gases provocando o efeito estufa, o volume descomunal de lixo com componentes não recicláveis, o desmatamento desenfreado, a superpopulação, o crescimento desordenado das cidades, dentre outros aspectos, contribuem sobremaneira para estas estranhas modificações climáticas.
Enquanto procuramos uma caminhada mais sensata da humanidade, teremos que conviver com os “gritos” da natureza.
E, em relação ao calor, só quem vive aqui sabe do desconforto que ele causa.
Mas, como tudo na vida, sempre há um lado positivo. Este calor excessivo está contribuindo de forma decisiva para o belo look feminino do verão: blusa tomara que caia e saia tomara que suba.
Ai, que calor...!!!!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

DESDE 1986



Há exatos vinte e oito anos eu nasci. Não como um bebê, iniciando a vida, mas sim como pai, iniciando uma nova vida.
É impressionante a capacidade que determinados acontecimentos têm de se tornarem marcantes e especiais! E o nascimento de um filho (ou seria de um pai?), sem dúvida nenhuma, é um deles.
Muda tudo!
Mudam os horários de dormir e acordar, muda a rotina diária da casa, bem como a dos passeios e dos programas sociais. Mas, o que numa análise superficial sugere momentos de maior cansaço e desconforto, incrivelmente trás uma satisfação que somente quem é pai pode atestar.
Muda tudo, mas para melhor!
É o tal amor incondicional? É a gratificação pela responsabilidade de transmitir valores para um ser inicialmente tão indefeso? É o fato de podermos ser úteis e servir efetivamente a alguém? Ou seria tudo isto e mais alguns motivos?
O fato é que a partir deste momento a vida do pai, para este, passa a ter menor importância que a do filho.
E como é gratificante conviver com os filhos! De um preocupante momento inicial, decorrente da falta de experiência, para um verdadeiro êxtase motivado pela indescritível satisfação de abraçar e receber um sorriso em retribuição, bastam apenas algumas horas.
E com o passar do tempo, a constatação de que todo o esforço despendido contribuiu para a formação de uma pessoa de caráter e de princípios exemplares e indeléveis, nos faz sentir que viver vale a pena.
Todo pai gostaria de ter mais tempo para conviver com os filhos, e eu não sou diferente. Mas as necessidades da vida moderna acabam por distanciá-los. Eu convivo com isto desde que mudei do Rio de Janeiro para Porto Alegre, quando meu filho ficou por lá para terminar a faculdade, e onde está até hoje.
Apesar da saudade que a distância provoca, agradeço a Deus por tê-lo radicado onde é feliz. E mais ainda: tenho orgulho de ter contribuído minimamente com a formação de uma pessoa exemplar, admirado por todos que o conhecem, sobretudo pelos valores positivos que exercita.
Parabéns, Diogo!
Obrigado por tudo que você fez e continua fazendo por nós. Te amo, meu filho!

sábado, 18 de janeiro de 2014

EX PAÍS DO FUTEBOL?

O futebol está de volta no "país do futebol"! Começam neste final de semana os campeonatos estaduais.
Mas ainda fazemos jus a este título? Afinal em qual quesito estamos na frente dos outros países?
Quantos craques na acepção da palavra são revelados anualmente no Brasil, nos dias de hoje? Nem sombra de tempos outrora.
O público presente nos estádios é bem menor do que se verifica em outros campeonatos estrangeiros.
A gestão de nossos clubes e dos órgãos que regulamentam a prática deste esporte aqui é de um amadorismo gritante! sem falar dos oportunistas e desonestos.
O endividamento cresce assustadoramente. Em relação às arbitragens, nem é bom comentar. 
Na verdade, estamos vivendo das glórias do passado, deitados nos cinco títulos mundiais e da participação em todas as copas anteriores.
Tem caráter de urgência, urgentíssima, a modernização deste que, mais que um esporte, é um grande patrimônio cultural.
O futebol hoje é um negócio e, como tal, deve se aperfeiçoar não só técnica e taticamente, mas também em áreas que anteriormente eram afeitas às indústrias, tais como gestão, marketing, estatística e finanças. Evidentemente o treinamento técnico e tático, bem como a preparação física, ainda têm papel preponderante, mas a qualidade e a sustentabilidade dos clubes passam pela implementação de atividades de pesquisa, de psicologia, de análise de desempenho, marketing esportivo, comportamento organizacional, planejamento financeiro, dentre outras.
E estamos longe do patamar exigido por esta nova conjuntura.
Mas me incomoda sobremaneira a forma como se estabeleceu e se disputa o campeonato brasileiro. Aí está, na minha opinião, um dos principais motivos da perda de nossa hegemonia.
Nunca fomos exemplo de gestão esportiva, porém sempre fomos um verdadeiro "celeiro" de craques. Porém, este celeiro está bem próximo do fim, pelo modelo estapafúrdio de campeonato copiado da Europa, onde a grande maioria dos países tem área geográfica menor do que a dos estados brasileiros e uma quantidade ínfima de clubes de futebol.
Seguindo esta filosofia inadequada para nossas características, foi estabelecido uma perniciosa prioridade ao campeonato brasileiro, em detrimento dos campeonatos estaduais. Assim, somente poucos "privilegiados" tem atividades para toda a temporada, relegando milhares de outros clubes a um cruel ostracismo, que os obrigam a fechar as portas por meses seguidos, pois suas atividades se limitam aos campeonatos estaduais, que foram desvalorizados e encurtados para pouco mais de três meses.
E o que isto traz de consequências? Simplesmente reduziu drasticamente a formação e a revelação de novos craques, na medida em que a maioria dos pequenos clubes, que formavam jogadores aos montes, agora montam times com os chamados "boleiros", para cumprirem tabela nos estaduais e paralisam suas atividades no resto do ano.
E dá-lhe empresário ganhando dinheiro junto aos combalidos clubes! Qualquer jogador meia-boca, custa os olhos da cara, sem falar nos salários irreais.
O mais curioso é que as grandes rivalidades continuam sendo observadas nos âmbitos estaduais. Qual rivalidade é mais acentuada? É a que se constata entre Palmeiras e Corinthians ou Palmeiras e Cruzeiro? É entre a dupla Grenal ou entre Internacional e Vasco?
Não tem nenhuma lógica priorizar um campeonato que exige deslocamentos quase que continentais, se se pode incentivar e valorizar os estaduais, e de quebra garantir atividades para o ano inteiro, para que os clubes voltem a revelar talentos.
É evidente que precisamos de um campeonato nacional, mas de forma racional. Por que não organiza-lo nos moldes de uma copa do mundo? Teríamos um estado-sede, onde durante um aceitável período de tempo se faria a disputa, com os estaduais servindo de classificação e indicação dos clubes.
O fato é que precisamos agir rapidamente no sentido de se buscar estabelecer uma política mais adequada e que garanta a recuperação, o desenvolvimento e a perenizacao no Brasil deste esporte que é sinônimo de paixão e de emoção para a grande maioria da população.